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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Os segredos da Cirurgia de Pálpebras




Geralmente a blefaroplastia é indicada para pacientes a partir dos 40 anos de idade, pois devido ao envelhecimento os tecidos das pálpebras perdem a elasticidade e passam a apresentar flacidez. 
Os olhos ficam com aspecto caído, aparentemente cansados, com excesso de pele palpebral e as desagradáveis bolsas de gordura ao redor dos olhos. Além da flacidez em excesso nas pálpebras também é uma questão de saúde, por diminuir o campo de visão e o paciente fazer muito esforço para abrir os olhos.
Em outros casos pacientes jovens apresentam pálpebras caídas geralmente em um dos olhos, deixando com uma aparência assimétrica, neste caso é diagnosticado como uma ptose palpebral, onde geralmente também é recomendado o tratamento cirúrgico da blefaroplastia, que consiste em deixar a aparência do olhar simétrico.

1 – A idade mais indicada, geralmente é a partir de 40 anos, dependendo de cada caso, já se pode indicar a cirurgia completa, com retirada de bolsa e pele das pálpebras inferiores e superiores. Afirma Dr. André Borba.

2 – A cirurgia das pálpebras é realizada com anestesia local. No procedimento podemos associar a Cantopexia, técnica cirúrgica de sustentação da pálpebra muito eficiente, já que a fixação da pele é feita no periósteo (tecido aderido ao osso).

3 – Pacientes que sofrem de problemas de tiróide, pessoas que apresentam falta de lágrimas, pressão alta, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças da retina ou glaucoma necessitam de maiores cuidados e uma avaliação rigorosa antes de se submeter à cirurgia de pálpebras, por isso o médico indicado é um oftalmologista oculoplástico.

4 – Como acontece com todas as cirurgias no sulco palpebral, a cicatriz fica invisível, escondida nos sulcos naturais das pálpebras deixando os olhos bonitos e jovens. Os pontos do procedimento são retirados geralmente três dias após a cirurgia.

5 – O pós-operatório é imprescindível para o bom resultado de toda cirurgia plástica. No caso da blefaroplastia, o tempo de afastamento das atividades de rotina varia de três a cinco dias, com os olhos em repouso.  Evite a exposição ao sol por 30 dias, no mínimo, usar óculos escuros na rua, por causa da luz natural e do vento são recomendações importantes do médico especialista.

Blefaroplastia Passo a Passo

O tratamento cirúrgico das pálpebras é cada vez mais frequente na especialidade de cirurgia plástica ocular, segundo dados da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica a procura pelo procedimento teve uma aumento de mais 190% desde 1992.
 
Blefaroplastia Superior:

Em grande parte dos casos, é realizado a remoção do excesso de pele e bolsas de gorduras da pálpebra superior para que o paciente tenha um resultado efetivo na renovação do olhar e alcance de uma aparência mais jovem.
O médico especialista desenha o contorno das pálpebras conforme anatomia individual de cada paciente para obter um resultado simétrico, por isso o procedimento deve ser realizado por um plástico ocular, uma especialidade da oftalmologia, um médico capacitado para responder e analisar todas as questões de uma cirurgia de blefaroplastia.
O procedimento geralmente e realizado com anestesia local e sedação, possui uma duração média de 1 hora e o paciente pode ser liberado na maioria das vezes após a recuperação da anestesia.

Blefaroplastia Inferior:

O inchaço na região abaixo dos olhos, devido a presença de bolsas de gordura, é uma das reclamações mais comuns entre os pacientes que procuram pela cirurgia de Blefaroplastia inferiores. A cirurgia tem como objetivo a remoção do excesso de pele e gordura presente nesta área ao redor dos olhos, para que possa devolver a beleza e jovialidade da região ocular.
O período de recuperação da cirurgia das pálpebras possui uma duração média de 15 dias e a maior parte dos pacientes podem retomar as atividades normais após o 5º dia.
No pós-operatório é comum a presença de manchas arroxeadas no local e inchaço, que somem gradualmente com o passar dos dias. O paciente notará resultados impressionantes e sutis, o olhar fica natural e rejuvenescido.
O paciente deverá sempre procurar por um especialista em plástica ocular, médico capacitado para avaliar a necessidade cirúrgica e capacitado para esclarecer todas as dúvidas do pré-operatório e pós-operatório da cirurgia plástica das pálpebras.

O que é blefaroplastia ?






blefaroplastia é conhecida popularmente como cirurgia plástica das pálpebras e tem se tornado um procedimento cada vez mais comum com o passar do tempo, o médico oculoplástico especialista em pálpebras utiliza técnicas minimamente invasivas para alcançar os melhores resultados.
A anatomia das pálpebras é o principal fator analisado pelo médico cirurgião para identificar a necessidade cirúrgica para rejuvenescimento do olhar.
Os principais fatores que fazem homens e mulheres procurarem um especialista em cirurgia das pálpebras são:

- Pálpebras superiores caídas;
- Flacidez na região dos olhos
- Bolsas de Gorduras nas pálpebras inferiores
- Olheiras
- Edemas
- Ptose Palpebral
- Pés-de-galinha
- Linhas de expressão

O exame clínico realizado pelo médico é muito importante para a tomada de decisão cirúrgica. Através das fotos tiradas antes e depois da cirurgia plástica das pálpebras é possível identificar claramente a real necessidade da realização do procedimento de blefaroplastia, pois ajuda na analise clinica da anatomia das pálpebras.
O principal objetivo da cirurgia é renovar e rejuvenescer o olhar, já que com o passar do tempo à pálpebra superior e inferior tornam-se frouxas ou  flácidas, levando ao excesso de pele.

O paciente deve seguir todas as recomendações passo a passo durante o pós operatório e pré operatório, para que consiga atingir o resultado esperado.
Geralmente a cirurgia é bilateral, e antes do procedimento deve ser realizado todos os cuidados necessários pré operatórios recomendados pelo médico oftalmologista especialista em plástica das pálpebras.
Em geral a cirurgia tem um tempo estimado de 1(uma) a 2(duas) horas, e o paciente pode ir embora após a recuperação da anestesia.
As principais dúvidas e preocupações dos 
pacientes são referente ao tempo de recuperação, cicatrização e o resultado estético.

Perguntas frequentes:
A cirurgia das pálpebras deixa alguma cicatriz?
A cicatrização é um processo gradual e as cicatrizes podem permanecer com uma coloração rosa-avermelhada por seis meses ou mais depois da cirurgia. No entanto, desaparecem deixando uma linha muito fina e praticamente inaparente de cor branca.


O inchaço é comum no pós operatório? Quanto tempo demora para desinchar?
O inchaço decorrente do trauma cirúrgico é comum em qualquer cirurgia, o inchaço diminui gradualmente em até 15 dias, podendo em alguns casos durar até 30 dias.
Quanto tempo demora a recuperação da blefaroplastia?
A recuperação da cirurgia das pálpebras possui uma duração média de 1 a 2 semanas.
Geralmente o paciente já pode retornar as atividades de 3 a 5 dias e conforme orientações e indicações do  cirurgião plástico.

cirurgia das pálpebras em orientais é comum?
A cirurgia é bastante procurada por japoneses, chineses, etc. é uma tendência moderna, conhecida como ocidentalização que tem como objetivo fazer a demarcação cirúrgica da prega palpebral.

Quanto custa em média a cirurgia plástica das pálpebras?
O preço da cirurgia depende da avaliação médica, pois existem inúmeros fatores que devem ser analisados pelo médico oculoplástico para a definição do valor da cirurgia. Como o hospital, técnica cirúrgica, etc. Por isso recomendamos que você agende uma consulta.
Quais os riscos da cirurgia das pálpebras?
Os riscos apresentados são pouco frequentes, desde que a cirurgia seja realizada por um médico especialista em cirurgia das pálpebras.  Consulte o médico para ter todos os detalhes da cirurgia.

O que é plástica ocular?




A plástica ocular é uma especialidade da oftalmologia que trata das deformidades e anormalidades das pálpebras, do sistema lacrimal, da órbita (cavidade óssea que circunda o olho) e das áreas faciais anexas aos olhos.
O cirurgião plástico ou oculoplástico é um oftalmologista que tem especialização em cirurgia plástica ocular e das estruturas anexas, onde se destacam as pálpebras.
Os principais procedimentos realizados pelo oculoplástico são:
-Correção do aspecto caído do olho.
-Remoção do excesso de pele das pálpebras.
-Remoção de bolsas de gordura.
-Ptose Palpebral
-Tratamento de lesões e tumores palpebrais.
-Entrópio e Ectrópio Palpebral.
-Desobstrução das Vias Lacrimais
-Tratamento de Lagoftalmo

Cirurgia das pálpebras



Objetivos: 

  • Rejuvenescimento facial
  • Ressecção do excesso de pele e ressecção ou reposicionamento das bolsas de gordura
  • Suavização entre os olhos e a estrutura óssea adjacente

Cirurgia: 

  • Incisão: localizada estrategicamente no sulco palpebral superior (pálpebra superior) e  abaixo dos cílios na pálpebra inferior (cicatrizes escondidas)
  • Ressecção do excesso cutâneo e do excesso das bolsas de gordura
  • Reposicionamento das bolsas de gordura, com suavização da transição das pálpebras e a região malar
  • Sutura com fios delicados

Pós-operatório:

  • Dor: mínima.
  • Inchaço e manchas roxas: regressão progressiva, necessário uso de óculos de sol e compressas geladas nos primeiros dias.
  • Pontos: retirados na primeira semana.
  • Retornos ao consultório: semanalmente no primeiro mês, quinzenalmente no segundo mês,  mensal até 6 meses da cirurgia. Posteriormente, acompanhamento semestral.
  • Resultado final em 3 meses, após regressão total do inchaço.

Dicas e observações:

  1. A região das pálpebras apresenta excelente cicatrização e as cicatrizes tendem a se tornarem imperceptíveis após alguns meses.
  2. A queda das sobrancelhas pode simular um excesso de pele nas pálpebras superiores, porém deve ser corrigida com o lifting da testa. A realização precipitada da blefaroplastia nestes casos, pode agravar o aspecto envelhecido e triste da face.
  3. Atualmente, realizamos a blefaroplastia com reposicionamento das bolsas de gordura, conferindo um aspecto mais jovial às pálpebras. 

sábado, 1 de abril de 2017

Diabetes: acompanhamento oftalmológico é fundamental.




Center for Disease Control (CDC) dos Estados Unidos publicou, no final de junho, a atualização dos dados epidemiológicos sobre o diabetes naquele país. Vinte e quatro milhões de americanos tem diagnóstico de diabetes, ou 8% da população. Outros 54 milhões têm pré-diabetes, somando pouco mais de ¼ das pessoas que vivem nos Estados Unidos, apresentando problemas no metabolismo glicêmico. Em relação aos dados anteriores, de 2005, houve um aumento de 4 milhões de casos, com a prevalência da doença passando de 7% para 8% da população.
De acordo com os dados do relatório do CDC, o diabetes é a principal causa de cegueira adquirida, assim como de insuficiência renal terminal, sendo que 44% dos novos casos de diálise nos EUA se devem a nefropatia diabética. Mais de 60% das amputações não traumáticas que ocorrem nos Estados Unidos são em pessoas com diabetes. Por outro lado, o mesmo relatório aponta que a percentagem de pessoas que desconhecem o diagnóstico caiu de 30 para 25% do total de pacientes diabéticos, sinalizando que as campanhas preventivas e o interesse crescente da imprensa pelo diabetes está aumentando a conscientização dos pacientes naquele país.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), lançou no ano passado um filme institucional – Diabetes, seja o primeiro a saber – , onde a entidade alerta que existem 6 milhões de diabéticos no Brasil, mas apenas metade deles sabe que tem a doença. É muito importante que medidas preventivas e campanhas informativas sejam disseminadas no Brasil também, para que o diagnóstico precoce do diabetes possa ser feito. Tão logo o diabético saiba de sua condição, ele pode começar o tratamento, visando manter o controle glicêmico, prevenindo, assim, várias comorbidades.
A importância do diagnóstico precoce é justificada, pois o diabetes provoca uma série de condições no organismo e no aparelho visual que afetam diretamente a saúde ocular e predispõe o portador a complicações na córnea, à catarata e ao glaucoma. Além disso, provoca a retinopatia diabética, a maior causa de cegueira permanente em indivíduos economicamente ativos. É importante destacar que a perda visual provocada pelo diabetes freqüentemente é um sintoma tardio da doença. É importante que o paciente diabético saiba que, mesmo apresentando uma boa acuidade visual, ele necessita de acompanhamento e tratamento oftalmológicos.
Cuidados especiais que devem ser observados pelos pacientes diabéticos: 
  • O acompanhamento oftalmológico do paciente portador de diabetes é recomendado devido à fragilidade de sua córnea. As células do epitélio corneano do diabético não têm a aderência que se encontra na maioria dos não-diabéticos. Estes pacientes, durante as cirurgias de vitrectomia tendem a perder o epitélio com maior facilidade e freqüentemente tem a cicatrização e o repovoamento das células da córnea mais demorados. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas no segmento anterior, como blefarites e úlceras;
  • Embora não existam restrições quanto ao uso de lentes de contato, o paciente diabético exige atenção redobrada e cuidados maiores do que os não-portadores. Muitos pacientes diabéticos não usam lentes de contato, não pela fragilidade corneana, mas pelo estado do olho em si, em alguns casos, muito comprometido devido à doença;
  • A catarata também é mais prevalente na população diabética devido ao sorbitol – poliálcool resultante do metabolismo do açúcar – que se acumula no cristalino, altamente hidrofílico. Em situações de hiperglicemia, o cristalino absorve água, o que provoca miopia no paciente. À medida em que a glicemia retorna aos seus níveis normais, o cristalino se desidrata e volta ao seu tamanho original. A repetição dessa situação altera as fibras da estrutura do cristalino, provocando sua opacificação. Isso explica a maior predisposição dos diabéticos a sofrer de catarata mais cedo e com mais freqüência, se comparados à população que não sofre da doença;
  • Esse mecanismo de hidratação/desidratação é provocado principalmente pela falta de controle da glicemia, que também pode afetar exames de refração, acusando miopia inexistente ou maior do que a presente em situações de glicemia normal. É fundamental que o oftalmologista tenha informações precisas sobre a glicemia do paciente ao recomendar o uso de lentes corretivas para não prescrever óculos desnecessariamente;
  • O diabetes também é um fator de risco para o surgimento do glaucoma, embora os mecanismos fisiopatogênicos não estejam tão claramente desenhados como no caso da catarata. A alteração química causada no organismo pela doença provoca a degeneração de vários tecidos, o que acaba afetando o trabeculado e, consequentemente, o escoamento do humor aquoso. Isso aumenta a pressão intraocular e provoca o glaucoma secundário a essa degeneração;
  • O diabetes também afeta a circulação sanguínea na cabeça do nervo óptico, o que acaba contribuindo para a sua degeneração.Com as alterações químicas provocadas pelo diabetes, as paredes dos vasos sanguíneos tornam-se gradativamente mais fracas, propiciando vazamentos e hemorragias. O aparecimento da retinopatia diabética está relacionado às alterações na microcirculação retiniana. O processo envolve o aparecimento de microaneurismas, dilatações capilares, isquemia, vazamento de plasma, oclusão capilar e, se não houver tratamento e controle, a neovascularização, que caracteriza o estágio mais avançado da doença, denominada retinopatia diabética proliferativa.
Informação e prevenção
O mais eficiente tratamento da retinopatia diabética e das outras comorbidades causadas pelo diabetes à visão é evitar que elas ocorram, por meio do controle estrito da glicemia, da pressão arterial e das nefropatias; do combate à obesidade e ao sedentarismo; e do corte do cigarro. O relatório americano indica que as medidas preventivas mais eficientes para diminuir a incidência de novos casos de diabetes e o impacto negativo da doença na saúde da população residem em medidas de reforço de mudanças de estilo de vida, que segundo o próprio documento, têm um custo efetividade superior ao uso de medicamentos.