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domingo, 14 de novembro de 2021

ÓCULOS DE GRAU: 6 DICAS PARA ESCOLHER MELHOR!

 A escolha dos óculos de grau não é uma decisão fácil, já que alguns aspectos técnicos precisam ser observados para atender as indicações médicas. Há diversos tipos e materiais de lentes para corrigir diversos erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, que interferem na configuração final do acessório.

Além disso, a pessoa precisa gostar esteticamente da armação, e muitas vezes fica em dúvida sobre qual modelo se adéqua melhor ao seu tipo de rosto. Esse é um aspecto que precisa ser considerado, para que o acessório não se transforme em algo desagradável de usar. Mas, nem sempre as óticas contam com pessoas treinadas para ajudar nesse sentido.

Pensando nessas dificuldades, reunimos sugestões que podem facilitar muito a escolha desse importante acessório, de maneira a atender as necessidades de correção de grau e harmonizar com o tipo de rosto para valorizá-lo. Continue a leitura e conheça 6 dicas essenciais que vão ajudar você nessa escolha!

1. DEFINA O MATERIAL DAS LENTES

A refração é a capacidade que a lente tem para mudar a direção do raio de luz para corrigir o foco, proporcionando uma visão mais nítida. Nesse sentido, na hora de escolher o material da lente para óculos de grau, o principal aspecto a ser observado é exatamente essa característica que é própria de cada produto.

A tecnologia proporcionou o desenvolvimento de inúmeros tipos de lentes a partir de matérias-primas diversas, para óculos e outros auxílios ópticos. Cada material utilizado apresenta características específicas, tornando-o mais indicado para determinadas necessidades.

Existe, assim, uma variedade de lentes em função do material utilizado para a sua produção, conforme comentamos a seguir.

VIDRO

As lentes de vidro (inorgânicas), também chamadas de “lentes de cristal” ou “highlight”, foram as primeiras fabricadas. Ainda hoje são confeccionadas, mas estão em desuso por serem muito frágeis, quebrando com facilidade em situações de impacto. Além disso, são mais pesadas e mais espessas. Elas apresentam índices de refração maiores, como 1.7, 1.8 e 1.9, sendo indicada para graus elevados.

ACRÍLICO

As lentes de acrílico ou orgânicas são as mais procuradas em razão de sua leveza e boa durabilidade. Elas pertencem a um grupo de lentes de diferentes materiais, como o policarbonato e o Trivex, entre outros.

Policarbonato

O policarbonato permite a confecção de lentes bem finas e muito resistentes, e por isso é muito indicado para a produção de óculos infantis, entre outras aplicações.

Trivex

Trata-se de um tipo de lente mais leve do que a de policarbonato e que proporciona boa nitidez. Devido à sua alta resistência contra impactos e quedas, são mais recomendadas para esportistas e crianças. Por apresentar um índice de refração de 1.53, é ideal para as pessoas que necessitam de grau baixo.

RESINA

Por apresentar um alto índice de refração, as lentes de resina são as mais indicadas para quem tem alto grau de hipermetropia ou miopia, já que a resina consegue garantir lentes finas para as pessoas com mais de 4 graus. No entanto, é importante observar o design das lentes, bem como o tipo de armação para conseguir o resultado esperado.

Essa lente pode ser encontrada com índices de refração 1.60 e 1.67, ideais para casos de miopia moderada (entre 4 e 6 graus). Já para quem busca por óculos com bordas mais finas as refrações devem ser maiores, como as de 1.74 ou 1.76.

2. IDENTIFIQUE O TIPO DE LENTE IDEAL PARA A NECESSIDADE

O aspecto preponderante para a escolha do tipo de lente é o erro de refração que se deseja corrigir. Em geral, os problemas que podem ser corrigidos com o uso de óculos de grau são:

  • miopia — caracterizada pela dificuldade de enxergar objetos distantes, o olho acaba sendo maior do que o normal;
  • hipermetropia — consiste na dificuldade de enxergar de perto, o tamanho do olho é menor do que o habitual;
  • astigmatismo — faz com que os objetos fiquem embaçados tanto para perto como para longe;
  • presbiopia — conhecida como “vista cansada” (não confunda com a fadiga ocular), dificulta o foco de objetos de perto, ocorrendo normalmente após os 40 anos de idade.

Assim, existem 3 tipos de lentes, segundo o problema a ser corrigido: lente simples (ou monofocal), lente bifocal e lente multifocal.

LENTE SIMPLES

Em geral, essa lente resolve apenas um tipo de problema de visão (para perto ou para longe). Por esse motivo, é recomendada para as pessoas que possuem apenas miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

LENTE BIFOCAL

As lentes de tipo bifocal são indicadas para os pacientes que apresentam presbiopia. Elas possuem dois campos de visão — um para perto e outro para longe, com uma divisão nítida na parte inferior da lente.

LENTE MULTIFOCAL

A lente do tipo multifocal possui um corredor óptico com progressão dos graus, sendo indicada para quem possui mais de um problema. Ela é dividida de maneira que o lado inferior corrija a visão para curta distância, o centro para corrigir a visão em média distância e a parte superior, para longo alcance.

Quando se trata de lentes multifocais é importante observar a sua composição, já que elas podem ser confeccionadas com diferentes materiais, como cristal e acrílico. Com as novas tecnologias, as primeiras caíram em desuso por apresentarem baixa resistência a impactos, serem pesadas e desconfortáveis. Já as acrílicas são as mais indicadas por serem leves, resistentes e confortáveis.

3. ESCOLHA O MATERIAL DA ARMAÇÃO

Em geral, a estética dos óculos no rosto fica por conta da preferência pessoal. No entanto, a escolha do material para a armação dos óculos deve ser considerada em seu aspecto essencial, que é a durabilidade. Veja, a seguir, os tipos de armações e suas particularidades.

ARMAÇÕES DE ACETATO

São as mais utilizadas por apresentarem grande resistência e uma certa flexibilidade, evitando deformações. Além disso, as armações de acetato são as mais indicadas para lentes mais espessas, protegendo-as melhor.

ARMAÇÕES METÁLICAS

Em geral, as armações metálicas são feitas de titânio. Para as pessoas que apresentam alergia ao níquel, é importante verificar a presença dele na liga metálica. Pelo fato de serem mais estreitas, essas armações são indicadas apenas para lentes mais finas.

ARMAÇÕES EMBORRACHADAS

As armações emborrachadas (siliconadas) são mais indicadas para os óculos infantis por serem maleáveis e oferecerem baixo risco de acidentes para as crianças.

4. PREFIRA O DESIGN MAIS ADEQUADO AO ROSTO

O fator estético é de grande importância na hora da escolha. Assim, a espessura da armação, o design, a cor e o material constituem variáveis que precisam estar de acordo com as linhas da face para assegurar a sua harmonia. Veja, a seguir, as melhores opções para cada formato de rosto!

ROSTO REDONDO

Para o rosto redondo, os óculos devem torná-lo mais fino. Para isso, é preferível optar por armações com linhas retas e formato retangular, evitando as que apresentam formatos arredondados. As que mais combinam são as transparentes, as escuras e as que possuem todo o aro em volta, além das armações Wayfarer, muito utilizadas por celebridades como a Madonna e o Michael Jackson.

ROSTO QUADRADO

Nesse tipo de rosto os óculos arredondados equilibram a estética facial, suavizando as linhas do seu contorno. Ao mesmo tempo, devem ser consideradas as armações menores como as mais adequadas. Assim, é melhor optar pelas redondas de metal, estilo Browline, com meio aro que possuem um formato semelhante às sobrancelhas, com um tom mais escuro na parte superior. Outras boas opções são as de formato oval e as coloridas.

ROSTO OVAL

Quem tem esse formato de rosto pode optar por qualquer armação, pois praticamente todos os modelos harmonizam, contanto que ele fique na altura das sobrancelhas. Os que mais combinam com as linhas ovais são os tipos redondos, gatinho, aviador e os óculos tipo Wayfarer.

ROSTO TRIANGULAR

As pessoas que têm o rosto triangular devem optar por óculos com armação grande e arredondada, pois esse formato dá impressão de que a pessoa tem um maxilar mais largo.

ROSTO DIAMANTE

Esse é um dos formatos de rosto mais raros que existem e é caracterizado por bochechas mais cheias e testa e queixo estreitos. A harmonização pode ser conseguida através de armações ovais e aro cheio em volta. Os modelos que melhor combinam são os de gatinhos, retangulares, ovais de metal e meio aro de metal escuro.

5. VERIFIQUE A NECESSIDADE DE FUNCIONALIDADES ESPECÍFICAS

Além das características essenciais para a correção dos distúrbios da visão, as lentes podem proporcionar outras funcionalidades, opcionais ou não.

ANTIRREFLEXO

O tratamento antirreflexo evita os incômodos dos reflexos da luz, em especial do sol.

ANTIABRASIVA

Esse é um aspecto que reduz a incidência de riscos na lente, sendo importante principalmente para pessoas descuidadas e crianças.

ANTIESTÁTICA

A propriedade antiestática aplicada às lentes impede que a poeira se acumule sobre elas.

HIDRORREPELENTE

Lentes hidrorrepelentes evitam a deposição de líquidos sobre elas e facilitam muito sua limpeza.

LIPORREPELENTE

Lentes com essa funcionalidade sujam menos. Essa propriedade evita as manchas de gordura da pele durante o manuseio, quando se toca na lente.

PROTEÇÃO UV

A proteção contra raios ultravioleta (UV) do sol é obrigatória nas lentes de óculos. Essa é uma das razões para se operar apenas com produtos e fornecedores confiáveis.

6. ATENTE-SE PARA A IMPORTÂNCIA DE PROTEÇÃO CONTRA LUZ AZUL DE TELAS EM APARELHOS ELETRÔNICOS

Há dois tipos de luz azul: a turquesa, que é benéfica, e a luz azul violeta, que é prejudicial para os olhos. Esse tipo de luz se encontra nos aparelhos eletrônicos que usamos diariamente, como celular, computador, dentre outros. Além de prejudicar a visão, ela também bloqueia a produção do hormônio melatonina, responsável pela indução do sono.

Por isso é muito importante utilizar óculos com filtro de luz azul, mesmo para as pessoas que não precisam de alguma correção de grau. A exposição prolongada a esse tipo de luz causa visão embaçada, fadiga ocular e dores de cabeça.

As lentes Blue Light, como são conhecidas, proporcionam proteção UV400, antirreflexo digital e tratamento antirriscos. Além de proporcionar excelente nitidez, elas oferecem os seguintes benefícios:

  • aumenta a produção de melatonina, o hormônio responsável pela regulação do sono;
  • diminui ou até mesmo elimina as dores de cabeça;
  • ajuda a evitar a síndrome do olho seco;
  • melhora a qualidade do sono;
  • previne a catarata e a degeneração macular;
  • reduz a fadiga ocular.

Como vimos, diversos aspectos precisam ser observados para escolher os óculos de grau adequados para cada tipo de necessidade visual. Além das especificações oftalmológicas, também é importante considerar como o modelo da armação pode harmonizar com as linhas do rosto e o conforto que ele proporciona, conforme as dicas que comentamos para saber escolher melhor.



quinta-feira, 27 de maio de 2021

Como COVID-19 afeta os olhos

 





Como COVID-19 afeta os olhos: pesquisas recentes e atualizações para profissionais de saúde

 

Como os novos dados divulgados a cada dia demonstram, o coronavírus (COVID-19) tem efeito em todo o corpo humano. Este artigo descreve o que sabemos hoje nas pesquisas sobre o efeito do COVID-19 nos olhos e o que devemos procurar nesses pacientes. 

Causado pelo vírus SARS-CoV-2, todos sabemos que o COVID-19 é uma crise de saúde global que se espalhou rapidamente pelo mundo se caracterizando como pandemia. Até o momento da redação deste artigo, havia 103 milhões de casos em todo o mundo com 9.2M casos no Brasil, de acordo com os dados disponibilizados pelo Google. Esse vírus surgiu em Wuhan, China, e o primeiro médico a reconhecê-lo foi o Dr. Li Wenliang, um oftalmologista, que alertou seus colegas quando encontrou vários casos de pneumonia semelhante à síndrome respiratória aguda grave (SARS) em seu hospital.1Infelizmente, o Dr. Li mais tarde contraiu esse vírus de um paciente de glaucoma infectado, mas assintomático, e faleceu da doença. As doenças infecciosas costumam se apresentar com sintomas oculares, e os profissionais de saúde ocular devem estar preparados para reconhecer esses sinais quando eles se apresentarem em seus consultórios.

Como a pandemia continua em todo o mundo, colocaremos os pacientes que se recuperaram desta doença e é importante reconhecermos como esse vírus afetou seus olhos. Além disso, devemos estar preparados para reconhecer quaisquer sinais do vírus em pacientes assintomáticos atualmente infectados, tanto para nos proteger de contrair o vírus quanto para alertar esses pacientes. Vejamos todos os lugares em nossos olhos onde este vírus está mostrando seu efeito.

O olho vermelho básico. 

Este é o sintoma ocular mais conhecido da COVID-19. Existem vários relatos de congestão conjuntival e conjuntivite sendo o primeiro sintoma em pacientes infectados com SARS-CoV-2, e até mesmo as secreções oculares desses pacientes continham o vírus.1 Esses pacientes com conjuntivite podem apresentar-se à clínica com dor de cabeça, febre, calafrios ou tosse, que pode ser um sinal de alerta para o médico. Assim, os profissionais da saúde ocular podem ser os primeiros na fila para avaliar e alertar o paciente potencialmente infectado com o vírus.

Se o vírus estiver presente nas secreções oculares, isso significa que também pode ser transmitido pela superfície ocular. Existem relatos de transmissão por contato de aerossol com a conjuntiva se não houver proteção para os olhos.2 Devido à proximidade entre o paciente e o profissional durante o exame com lâmpada de fenda, isso pode representar um risco direto de transmissão. É altamente recomendável que esses profissionais tenham algum tipo de proteção para os olhos (protetor facial ou óculos de segurança) além da máscara N95 para reduzir as chances de infecção transconjuntival por aerossol.

Coronavírus na córnea

Sabemos que o tecido conjuntival e suas secreções contêm coronavírus em pacientes positivos, mas esse vírus penetra mais na superfície ocular ou através da córnea?

Um estudo avaliou a prevalência do vírus SARS-CoV-2 em tecidos oculares humanos post-mortem e mostrou uma prevalência pequena, mas notável, de SARS-CoV-2 em tecidos oculares de doadores COVID-19.3 No estudo, foram avaliados 19 tecidos oculares de doadores positivos e, deles, três suabes conjuntivais, uma córnea anterior, cinco córneas posteriores e três esfregaços vítreos testaram positivo para RNA de SARS-CoV-2.3 O estudo não mostrou se a transferência de infecção era possível durante o transplante de córnea com tecido de um doador infectado.

Embora a prevalência nos tecidos oculares seja pequena, isso levanta questões sobre a rota de transmissão do vírus através dos tecidos oculares. A principal via de infiltração do SARS-CoV-2 é conhecida por ser através das gotículas respiratórias, mas uma via não respiratória de transmissão ainda não poderia ser ignorada.3 Não estava claro se o RNA do vírus chegou lá devido à infecção ocular inicial ou retrógrado transferência do ducto nasolacrimal.3 O estudo está novamente nos lembrando sobre a necessidade de proteção para os olhos durante os exames oftalmológicos.

O efeito na retina

Devido à novidade do vírus, poucos estudos analisaram as complicações retinianas causadas por esta doença. Muitos dos pacientes que se recuperaram da condição começaram a ir ao oftalmologista para fazer exames regulares, e complicações retinianas ou alterações de OCT começaram a aparecer nesses pacientes.

Um estudo recente analisou os resultados da retina em pacientes hospitalizados. O exame de fundo de olho dilatado foi realizado em pacientes internados por COVID-19 e as lesões vasculares retinianas, como hemorragias em forma de chama e manchas algodonosas, foram os principais achados. Um paciente tinha palidez setorial retiniana sugestiva de isquemia retiniana recente.4 O estudo foi o primeiro desse tipo, tornando difícil distinguir a correlação direta entre o dano tecidual devido a SARS-CoV-2 ou complicações trombóticas.4

Um segundo estudo examinou mais detalhadamente a angiografia de OCT de pacientes que se recuperaram do COVID-19. O curso de COVID-19 foi leve nesses pacientes e muito poucos deles necessitaram de hospitalização. No estudo, a densidade de vasos (VD) do plexo capilar retinal superficial (SCP) e profundo (DCP) e a área da zona avascular foveal (FAZ) foram medidos em pacientes recuperados com COVID-19 versus controles de mesma idade.5 O VD em SCP e DCP foram significativamente reduzidos nas regiões foveal e parafoveal e FAZ também foi maior, mas não significativamente nesses pacientes.5 Esses pacientes podem estar em risco de complicações vasculares retinais.5

Os efeitos do COVID-19 na retina ainda podem exigir mais pesquisas, mas os fechamentos e bloqueios devido à pandemia mudaram as características dos descolamentos de retina na primeira apresentação. Há um relato de um aumento significativo no número de RDs apresentando descolamento macular, VA basal deficiente e áreas maiores de retina descolada entre maio e setembro de 2020.6 Os motivos observados incluem pacientes evitando ir ao postinho devido ao medo de COVID-19, como muitos não tinham certeza se as clínicas oftalmológicas estavam abertas ou não e alguns não conseguiam entender a urgência de seus sintomas.6 A educação do paciente em relação aos sinais e sintomas de descolamento de retina em sua consulta inicial para um exame oftalmológico geral pode ajudar a salvar sua visão no futuro .

Manifestações neuro-oftalmológicas de COVID-19

As capacidades neuroinvasiva e neurotrófica do coronavírus também foram propostas, mas suas vias não são bem compreendidas. Esses estudos relataram o envolvimento do vírus no SNC levando à síndrome semelhante à encefalite aguda, encefalomielite disseminada aguda e esclerose múltipla.7 Esses relatos sobre manifestações neurológicas de COVID-19 têm aumentado diariamente e incluem tontura, dor de cabeça, convulsões, alterações no estado mental, ataxia, doença cerebrovascular aguda, vasculite do SNC, síndrome de encefalopatia reversível posterior, mielite necrosante aguda, encefalite e comprometimento do paladar e do olfato.

Dor de cabeça foi o principal sintoma do vírus, enquanto diplopia e oftalmoparesia também foram observadas em dois casos. Houve também outro caso de paralisia do nervo facial com reflexo de piscar não responsivo.7 Por último, a neurite óptica também foi observada com um modelo de coronavírus animal, mas sem dados no modelo humano.7 A pesquisa apresentou uma ampla variedade de manifestações neurológicas do coronavírus, mas o estudo teve algumas limitações. O exame ocular e neurológico em pacientes COVID-19-positivos foram prejudicados devido a questões de segurança, limitando uma melhor compreensão de qualquer associação.7

Conclusão

Este artigo prova que os profissionais de saúde ocular são os primeiros na fila para encontrar um paciente positivo, além de serem os primeiros a ver os sintomas do coronavírus e alertar o paciente. Isso implica em trabalhar com o melhor equipamento de proteção individual para proteger a nós mesmos, nossa equipe e outros pacientes. As clínicas devem rastrear a febre e um questionário COVID no ponto de entrada e por telefone antes de marcar uma consulta. Pacientes com olhos vermelhos devem ser selecionados e avaliados em uma sala separada com equipe e profissional equipado com equipamento de proteção individual completo.2

A maioria dos estudos sobre a associação do coronavírus à saúde ocular são os primeiros desse tipo e apresentam dados iniciais. Todos esses estudos tiveram limitações semelhantes, como amostras pequenas, falta de dados e outros fatores de confusão, como comorbidades que poderiam ter distorcido os resultados. Essas limitações tendem a melhorar à medida que novos estudos são feitos, com casos crescentes em todo o mundo, mas também aumentando as recuperações. À medida que mais dados e estudos são apresentados, os profissionais de saúde ocular também terão um melhor entendimento da avaliação dos olhos dos pacientes após a recuperação do COVID-19.

Referências

Bacherini, D., Biagini, I., Lenzetti, C., Virgili, G., Rizzo, S., & Giansanti, F. (2020). A pandemia COVID-19 da perspectiva de um oftalmologista. Tendências em Medicina Molecular.

Khanna, R. C., & Honavar, S. G. (2020). Todos os olhos voltados para o Coronavírus – o que precisamos saber como oftalmologistas. Jornal indiano de oftalmologia, 68 (4), 549.

Sawant, O. B., Singh, S., Wright III, R. E., Jones, K. M., Titus, M. S., Dennis, E., … & Mian, S. I. (2020). Prevalência de SARS-CoV-2 em tecidos oculares humanos post-mortem. A superfície ocular.

Pereira, L. A., Soares, L. C. M., Nascimento, P. A., Cirillo, L. R. N., Sakuma, H. T., da Veiga, G. L., … & Abucham-Neto, J. Z. (2020). Achados retinianos em pacientes hospitalizados com COVID-19 grave. British Journal of Ophthalmology.

Abrishami, M., Emamverdian, Z., Shoeibi, N., Omidtabrizi, A., Daneshvar, R., Rezvani, T. S., … & Sarraf, D. (2020). Análise de angiografia por tomografia de coerência óptica da retina em pacientes recuperados do COVID-19: um estudo caso-controle. Canadian Journal of Ophthalmology.

Arjmand, P., Murtaza, F., Eshtiaghi, A., Popovic, M. M., Kertes, P. J., & Eng, K. T. (2020). O impacto da pandemia do COVID-19 nas características dos descolamentos de retina: a experiência canadense: características dos descolamentos de retina durante o COVID-19. Canadian Journal of Ophthalmology.

Luís, M. E., Hipólito-Fernandes, D., Mota, C., Maleita, D., Xavier, C., Maio, T., … & Ferreira, J. T. (2020). A Review of Neuro-Ophthalmological Manifestations of Human Coronavirus Infection. Olho e cérebro, 12, 129.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Como melhorar a imunidade e evitar que doenças oculares relacionadas à queda da imunidade possam comprometer sua visão.

Como melhorar a imunidade e evitar que doenças oculares relacionadas à queda da imunidade possam comprometer sua visão.

Confira 5 dicas simples e práticas para melhorar a sua imunidade. São pequenas mudanças, mas que podem ter resultados surpreendentes na sua saúde.

Alimentação equilibrada

Em primeiro lugar, cuide da sua alimentação. Ela é responsável em garantir mais energia e auxiliar no aumento da imunidade.

Mantenha um cardápio variado e balanceado — se preferir, com a ajuda de um nutricionista/ nutrólogo.

No geral, entre as substâncias mais recomendadas para fortalecer o sistema imunológico, estão:

  • Ômega-3: sardinha, salmão, arenque, atum, sementes de chia, nozes e linhaça;
  • Selênio: castanha do pará, trigo, arroz, gema de ovo, sementes de girassol, frango, pão de forma, queijo, repolho e farinha de trigo;
  • Zinco: ostras, camarão, carne de vaca, frango, peru e peixe, fígado, gérmen de trigo, grãos integrais e frutos secos (castanha, amendoim e castanha do Pará);
  • Vitamina C: laranja, tangerina, abacaxi, limão, morango, melão, mamão, manga, kiwi, brócolis, tomate, melancia e batata com casca;
  • Vitamina E: sementes de girassol, avelã, amendoim, amêndoas, pistache, manga, azeite de oliva, molho de tomate, azeite de girassol, nozes e mamão;
  • Vitamina A: cenoura, batata doce, manga, espinafre, melão, acelga, pimentão vermelho, brócolis, alface e ovo;
  • Probióticos: iogurte natural, leite fermentado tipo kefir ou Yakult para manter a saúde intestinal.

Pratique exercícios para melhorar a imunidade

Manter-se ativo é essencial. Escolha seus exercícios e atividades físicas preferidas, pode ser na academia, parque ou, até mesmo, em casa. A prática regular de exercícios libera hormônios que auxiliam no bem-estar e equilíbrio da imunidade.

Mantenha o intestino regulado

O intestino é um dos grandes responsáveis pela imunidade. É nele que absorvemos a maior parte dos nutrientes que consumimos ao longo do dia. Então, quando ele funciona bem, conseguimos aproveitá-los melhor.

Sendo assim, capriche na ingestão de fibras – presentes em alimentos integrais, frutas, legumes e verduras – e alimentos prebióticos, como banana verde, batata doce, batata yacon e brócolis.

Beba água de maneira adequada.

Não espere sentir sede para beber água: a ingestão de líquidos retira o excesso de impurezas do organismo e ajuda a prevenir doenças. Além disso, se você costuma praticar exercícios físicos, é muito importante redobrar os cuidados com a hidratação, já que a perda de líquidos é ainda mais intensa nesses casos.

A quantidade de consumo de água por dia pode variar, a depender de fatores como a idade e o peso de cada pessoa, bem como o clima e a temperatura de onde ela vive.

Relaxe

Assim como o sono e a alimentação inadequados, o estresse excessivo também pode ser um dos principais responsáveis pela baixa imunidade. Isso porque as tensões do trabalho ou até mesmo do dia a dia podem impedir que as células do seu corpo funcionem adequadamente, dando espaço para o surgimento de doenças. O estresse faz com que nosso nível de cortisol aumente e isso pode prejudicar a imunidade.

Assim, mesmo que pareça difícil fugir do estresse cotidiano, procure sempre investir em atividades que te fazem bem. Seja um exercício físico, música, leitura, meditação…   O importante é distrair a mente!

Tenha uma boa noite de sono

Por fim, durma bem. Dormir adequadamente não pode ser considerado um luxo. Isso porque a privação do sono pode ser um dos principais fatores que causam a imunidade baixa. 

O corpo humano precisa do período correto de descanso para repor as energias. Por isso, dê mais importância para a qualidade do seu sono: lembre-se que o recomendado é cerca de 6 a 8 horas por noite.Para isso, evite refeições pesadas de uma a duas horas antes de deitar e exposição a luzes de 30 minutos a uma hora antes de ir dormir (nada de TV ou celular).

Tomar um chá de melissa, mulungu, camomila ou erva-cidreira, por exemplo, também pode ajudar a relaxar o corpo e prepará-lo para o sono.

A importância da Alimentação e a saúde dos olhos

 Você sabia que para manter em dia a saúde dos olhos é preciso adotar uma alimentação rica em nutrientes? Afinal, os olhos também precisam de vitaminas e minerais, além de outras substâncias que previnem o envelhecimento celular e o desenvolvimento de doenças.

Todos os nutrientes são importantes, pois cada um deles atua de forma diferente em nosso organismo. Contudo, existem alguns que se destacam quando o assunto é a saúde do globo ocular, pois atuam de forma mais direta.

Então, para que você não corra o risco de ter sua visão prejudicada, invista em um cardápio variado e colorido. Então, selecionamos para você uma lista com 11 opções saborosas compostas por alimentos bons para os olhos. Confira!

A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO

Muito é falado sobre a importância de uma alimentação saudável para ajudar o organismo em diversos sentidos, como fortalecimento da imunidade, auxílio no sistema digestivo e controle de diversas doenças, como diabetes, colesterol alto etc.

Entretanto, como dissemos na introdução deste texto, os benefícios de escolher os alimentos certos vão muito além, ajudando, até mesmo, na saúde dos nossos olhos. Inclusive, algumas dessas doenças que acabamos de citar, como o alto colesterol e o diabetes, podem prejudicar seriamente a visão — portanto, os nutrientes certos têm dupla função nesse sentido.

Não se preocupe, pois os alimentos mais poderosos não são necessariamente os mais caros. Ou seja, uma boa saúde depende de bons hábitos e das escolhas certas. Em relação aos olhos, por exemplo, aposte em alimentos ricos em vitaminas A, E e ômega 3, que auxiliam na prevenção de problemas como o glaucoma, a degeneração macular e o olho seco.

Vale lembrar, ainda, de que não é apenas a dose certa de determinadas vitaminas e nutrientes que fazem bem à saúde dos olhos. A sua ausência ou níveis abaixo do recomendado podem contribuir para a evolução de doenças.

OS ALIMENTOS BONS PARA OS OLHOS

Agora que você já sabe por quais motivos deve caprichar na hora de montar o seu prato, confira os alimentos que são mais indicados para ajudar a proteger e manter a saúde dos olhos!

1. PEIXES

Os peixes são ricos em ômega 3, ácidos graxos e vitaminas A, B, D e E. Entre os que apresentam mais nutrientes, podemos destacar o salmão, a sardinha, o atum e o bacalhau, que ajudam na boa circulação sanguínea e, por consequência, fazem com que haja mais oxigênio no organismo.

O resultado dessa oxigenação completa atinge as estruturas oculares, principalmente a retina. Além disso, esses alimentos combatem os radicais livres, ou seja, auxiliam na saúde dos olhos evitando o envelhecimento precoce das células. Por fim, para quem sofre com a síndrome do olho seco, o consumo de peixes ameniza a coceira e a vermelhidão.

2. FRUTAS E LEGUMES ALARANJADOS

Presentes em praticamente todas as dietas, as frutas e legumes contribuem para melhorar a sua visão, em especial aqueles alimentos que têm uma tonalidade alaranjada ou amarela. Isso porque eles são ricos em carotenoides.

Essas substâncias são antioxidantes e combatem o desgaste da mácula (a parte da retina responsável pela visão das cores dos objetos). Além disso, elas previnem o envelhecimento precoce de outras células. Sendo assim, introduza já em seu cardápio cenoura, tangerina, laranja, mamão papaia e maçã.

3. VERDURAS

Na hora de colocar as verduras em seu prato, dê preferência às folhas mais escuras, que apresentam uma concentração maior de luteína e vitaminas antioxidantes. O espinafre e a salsa fresca são as maiores fontes de luteína — e só perdem para a couve, que ainda tem ação anti-inflamatória e cicatrizante. O brócolis também é uma ótima opção.

4. OVOS

Ricos em zinco, um nutriente que ativa o poder foto-oxidante da luteína e da zeaxantina, os ovos também estão na lista de alimentos essenciais para a saúde dos olhos. Eles ajudam a evitar a degeneração macular (uma doença que causa cegueira) e a catarata. O indicado é o consumo de um ovo por dia, mas vale a pena ficar sempre atento aos níveis de colesterol no sangue.

5. FRUTAS VERMELHAS

Não são apenas as frutas alaranjadas que contribuem para a saúde dos olhos. Aquelas com tonalidades avermelhadas são ótimas opções para o seu cardápio e ajudam a variar os nutrientes, aproveitando escolhas de todas as estações.

Morangos, amoras, cerejas, framboesas e mirtilos, entre tantas outras, são compostas por vitamina C, antioxidantes e flavonoides. Portanto, combatem os radicais livres e contribuem na prevenção da perda de visão e da degeneração macular.

6. AZEITE DE OLIVA E ÓLEO DE LINHAÇA

O óleo de linhaça tem propriedades que fortalecem o sistema imunológico e evitam diversas doenças oculares. É rico em ômega 3, ômega 6 e ômega 9, isto é, promove a hidratação dos olhos e diminui a sensação de ardência, sensibilidade à luz e coceira — sintomas característicos do olho seco.

Já o azeite de oliva protege o globo ocular porque age contra a corrosão da mácula. Ele retarda o envelhecimento precoce por ser um antioxidante rico em ômega 3. Além disso, contém vitamina E e polifenóis, substâncias com propriedades anti-inflamatórias e que ajudam a prevenir o câncer.

7. ALHO E CEBOLA

Além de serem temperos muito saborosos, o alho e a cebola protegem a saúde dos olhos porque são fontes das vitaminas B, C e dos minerais cálcio e fósforo. Ambos têm ação antiviral e antimicrobiana, e ainda conseguem auxiliar na redução da pressão arterial.

8. ABACATE

Já falamos sobre os carotenoides, e o abacate é mais uma fruta para colocar em seu cardápio, já que ele é rico em luteína — uma substância que previne a degeneração macular e o desenvolvimento de catarata. Além disso, a fruta contém glutationa, um antioxidante que atua de forma significativa na prevenção do envelhecimento precoce e do câncer.

9. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA C

A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, é um dos mais importantes antioxidantes para a saúde humana. Além de prevenir a degeneração dos tecidos oculares, essa substância é fundamental para fortalecer o sistema imunológico, prevenindo infecções por micro-organismos patógenos.

10. CEREAIS INTEGRAIS

Os cereais integrais estão presentes em diversos alimentos, como pães, biscoitos, bolachas e macarrão, além das farinhas destinadas ao preparo de receitas. Eles são uma importante fonte de manganês, um mineral que atua na prevenção da catarata, em função das suas propriedades antioxidantes.

11. FÍGADO

O fígado deve ser incluído em seu cardápio porque ele é rico em vitamina A, uma substância essencial para a saúde dos olhos, já que ativa a produção de uma proteína que ajuda a diferenciar o claro e o escuro, ou seja, é fundamental para a visão noturna. Além disso, o alimento previne o olho seco.

OS OUTROS CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER COM A SAÚDE DOS OLHOS

Além de adotar um cardápio saudável para garantir aos olhos todos os nutrientes que eles precisam, também é importante adotar outros cuidados. Essas ações se complementam e contribuem com a prevenção de problemas e doenças que dificultam a visão ou levam a sua perda gradativa.

Lembre-se de que o nosso corpo funciona como uma engrenagem única, ou seja, todas as partes devem estar bem — tanto de forma individual quanto em relação ao grupo — para que todo o organismo funcione perfeitamente. Por isso, vamos listar agora uma série de cuidados que você deve começar a adotar a partir de agora, a fim de manter a sua visão sempre saudável. Tal qual seus olhos, todo o seu corpo também vai agradecer!

PRATIQUE ATIVIDADES FÍSICAS

Esse é um conselho geral, dado por todos os médicos e profissionais relacionados às áreas de saúde — e não é por acaso. O nosso corpo não foi mesmo feito para ficar parado, e os benefícios de se movimentar são percebidos logo nos primeiros dias de atividade.

Os exercícios físicos também ajudam a metabolizar os nutrientes, controlar o peso corporal e eliminar toxinas. Além disso, de forma indireta, como já dissemos, as atividades físicas também auxiliam no controle de doenças que afetam a visão, como o diabetes (que causa retinopatia) e o colesterol alto.

HIGIENIZE OS OLHOS

Estamos expostos, diariamente, a diversos agentes contaminantes que podem fazer mal aos nossos olhos, por isso, esteja sempre atento para remover secreções e impurezas que causam alergias e irritações. Vale a pena lembrar de que tais influências externas vão muito além da poluição, que é o nosso primeiro pensamento. Cosméticos, ar seco, vento e bactérias são muito prejudiciais à nossa visão e uma correta higiene pode evitar maiores problemas.

Entre os mais comuns, estão as doenças inflamatórias (como as conjuntivites) e as doenças das pálpebras (como as inflamações da borda da pálpebra), que podem evoluir e causar maiores complicações nos olhos, especialmente na córnea. Por fim, no cenário da pandemia de coronavírus, muitos estudos indicaram que os olhos podem ser a porta de entrada do vírus em nosso corpo — assim como acontece com várias outras doenças. Portanto, todo cuidado é pouco.

EVITE TOCAR OU COÇAR OS OLHOS

Nesta dica, os motivos são semelhantes à necessidade de higiene dos olhos: ao tocar e coçar a região, podemos levar impurezas para os olhos — e, como vimos, ainda que seja de forma superficial, tais agentes externos podem causar inflamações desagradáveis que, por sua vez, podem vir a se tornar problemas mais sérios.

NÃO SE ESQUEÇA DE PISCAR

Por causa do aumento do uso de dispositivos eletrônicos, como os celulares e os computadores, tem aumentado o número que pessoas com a queixa do olho seco. Contudo, ao contrário do que possa parecer em um primeiro momento, não é exatamente a luz emitida por esses aparelhos (ou qualquer outro motivo relacionado diretamente a eles) que causa o problema.

O fato é que as pessoas simplesmente piscam menos. Com isso, a lubrificação dos olhos não é feita da forma correta e surge o problema do olho seco. Por isso, ao perceber os sintomas típicos do ressecamento ocular — como fadiga, olhos ressecados, desconforto visual, que pode chegar ao embaçamento da visão ou dor de cabeça—, procure o seu oftalmologista, mas também fique atento se você não está “vidrado” na tela, literalmente sem piscar.

EVITE O TABAGISMO

Os males causados pelo cigarro são muitos, mas você sabia que esse hábito também prejudica a saúde dos olhos? Em poucas palavras, podemos dizer que as toxinas presentes no cigarro afetam a circulação sanguínea de forma geral, inclusive na região ocular, e podem causar problemas como catarata, degeneração macular e lesões no nervo óptico.

Além dessas doenças mais graves, o cigarro também pode agravar os casos de olho seco — do qual acabamos de falar —, bem como alergias oculares. Isso porque a exposição à fumaça pode irritar e secar os olhos, causando o ressacamento. Ainda, provocar sintomas como coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Em pessoas que usam lentes de contato, o quadro pode ser ainda pior. Vale ressaltar que o olho seco causado pela fumaça do cigarro pode ocorrer, inclusive, em fumantes passivos.

FAÇA ACOMPANHAMENTO COM UM OFTALMOLOGISTA

A maioria das pessoas procura um oftalmologista apenas quando percebe um problema mais grave nos olhos, como uma irritação persistente, dificuldade em enxergar ou excessivos casos de dor de cabeça. Nos pacientes que precisam de lentes corretoras, essa consulta costuma acontecer uma vez por ano (ou de acordo com a recomendação médica).

Contudo, se consultar periodicamente com um especialista traz muitos benefícios. Ele pode, por exemplo, ajudar a complementar os seus cuidados em casa, orientá-lo em relação a essas atitudes, identificar e tratar problemas logo no início — o que, como você já viu durante essa leitura, é essencial para evitar quadros mais graves.

Levar uma vida saudável e consumir alimentos bons para os olhos faz uma grande diferença em nosso dia a dia, não apenas para melhorar e proteger a visão, mas também para ajudar no funcionamento de todo o organismo.

Por isso, adote, a partir de agora, as nossas dicas e cuide melhor da saúde do seu corpo e também da sua visão. Afinal, os olhos podem ser a porta de entrada para muitas doenças, mas também são as janelas da nossa alma — portanto, merecem todo o cuidado.

Gostou das sugestões? Então, compartilhe, agora mesmo, este texto com os seus amigos nas redes sociais para que eles também aprendam a cuidar melhor dos olhos!

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Refração e função ocular:Como o olho funciona?

 

Refração e função ocular: Como o olho funciona?


Olho de homem

Visão turva — normalmente causada por erros de refração — é a o motivo principal que leva uma pessoa a buscar os serviços de um médico oftalmologista. 

Mas o que realmente significa quando nos dizem que nossa visão está turva porque temos um erro de refração?

Nós vemos o mundo à nossa volta devido à forma como nossos olhos curvam (refratam) a luz. Erros de refração são imperfeições óticas que impedem o olho de focar a luz, causando a visão turva. 

Os principais erros de refração são miopiahipermetropia, e astigmatismo.

Erros de refração normalmente podem ser "corrigidos" com óculos ou lentes de contato, ou podem ser tratados permanentemente com cirurgia LASIK e outras cirurgias para correção de visão (também chamadas de cirurgias refrativas).

Como a luz viaja pelos olhos

Para ver, precisamos de luz. Apesar de não compreendermos completamente todas as diferentes propriedades da luz, nós temos uma ideia de como a luz viaja.

Um raio de luz pode ser defletido, refletido, curvado ou absorvido, dependendo das diferentes substâncias que encontrar.

Quando a luz viaja pela água ou por uma lente, por exemplo, seu caminho é curvado ou refratado. Determinadas estruturas oculares possuem propriedades refrativas semelhantes às da água ou de lentes e conseguem curvar raios de luz a um ponto exato de foco para uma visão nítida.

A maior parte da refração no olho ocorre quando raios de luz atravessam a superfície curvada e transparente do olho (córnea). A lente natural do olho também curva raios de luz. Até a camada lacrimal na superfície do olho e os fluidos no interior do olho (humor aquoso e humor vítreo) possuam algum grau de capacidade refrativa.

Como o olho enxerga

O processo de visão começa quando raios de luz que refletem em objetos e viajam pelo sistema ótico do olho são refratados e focados em um ponto de foco exato.

Para uma boa visão, esse ponto de foco deve estar na retina. A retina é o tecido que reveste o interior da parte de trás do olho, onde células sensíveis à luz (fotorreceptoras) capturam imagens praticamente da mesma forma que o filme em uma câmera quando é exposto à luz. 

Essas imagens são então transmitidas através do nervo óticos do olho ao cérebro para interpretação.

Assim como a abertura da câmera (chamada de diafragma) é usada para ajustar a quantidade de luz necessária para expor o filme da forma ideal, a pupila do olho dilata ou contrai para controlar a quantidade de luz que chega à retina.

Em condições de pouca luz, a pupila dilata. Em condições de muita luz, a pupila contrai.

Causas de erros de refração

A capacidade do olho de refratar ou focar luz de forma nítida na retina é baseada principalmente em três características da anatomia do olho: 1) o comprimento geral do olho, 2) a curvatura da córnea e 3) a curvatura da lente no interior do olho.

Comprimento do olho

Se o olho for muito comprido, a luz é focada antes de chegar à retina, causando miopia. Se o olho for muito curto, a luz não é focada quando chega na retina. Isso causa hipermetropia.

Curvatura da córnea

Se a córnea não for perfeitamente esférica, a imagem é refratada ou focada irregularmente e cria uma condição chamada de astigmatismo. Uma pessoa pode ser míope ou hipermetrope com ou sem astigmatismo.

Curvatura da lente

Se a curvatura da lente for muito acentuada em relação ao comprimento do olho e a curvatura da córnea, isso causa miopia. Se a lente for muito plana, o resultado é a hipermetropia.

Erros de visão mais obscuros, conhecidos como aberrações de alta ordem, também estão relacionados a falhas na forma como os raios de luz são refratados ao atravessar o sistema ótico do olho.

Esses tipos de erros de visão, que podem causar problemas como pouca sensibilidade a contraste, são detectados através de uma nova tecnologia conhecida como análise da frente de onda.

Detecção e tratamento de erros de refração

Seu médico oftalmologista determina o tipo e grau de erro de refração que você tem realizando um exame chamado de refração.

Ele pode ser feito com um instrumento computadorizado (autorrefrator) ou com um instrumento mecânico chamado foróptero que permite que seu médico oftalmologista lhe mostre uma lente de cada vez (refração manual).

Frequentemente, uma refração automatizada será realizada por um membro da equipe do médico oftalmologista, e então o médico oftalmologista a refinará e verificará os resultados com uma refração manual.

Sua refração poderá revelar que você possui mais de um tipo de erro de refração. Por exemplo, sua visão turva pode se dever tanto à miopia quanto ao astigmatismo.

Seu médico oftalmologista usará os resultados de sua refração para determinar sua receita para óculos

Uma refração, no entanto, não fornece informações suficiente para emitir uma receita para lentes de contato, que requer um teste de adaptação de lentes de contato.

Óculos e lentes de contato são fabricados com curvas precisas para refratar luz no grau necessário para compensar os erros de refração e levar a luz a um foco preciso na retina.

Cirurgias de correção de visão como a LASIK visam corrigir erros de refração alterando o formato da córnea, para que os raios de luz sejam curvados até um ponto de foco mais preciso na retina.