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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dicas de visão : evitando acidentes!

Quando se trata de acidentes com os olhos, o melhor remédio é a prevenção, pois algumas lesões podem causar desde a perda da qualidade da visão até a cegueira irreversível. O descuido com objetos pontiagudos, a falta do uso de equipamentos de proteção em ambientes de trabalho e o desconhecimento do perigo que alguns produtos químicos representam causam diversos acidentes com os olhos.

Quando esses acidentes ocorrem, é importante saber que medidas devem ser tomadas e procurar com urgência por atendimento oftalmológico, pois apenas uma avaliação médica pode dimensionar a lesão e evitar complicações no futuro. Como evitar acidentes com os olhos

Cozinhando
Quando estiver cozinhando, deixe sempre o cabo da panela virado para dentro do fogão para evitar que ela vire em função de algum esbarrão. Mantenha a penela sempre tampada, pois o líquido quente pode respingar e causar queimaduras nos olhos.

Produtos de Limpeza
Mantenha produtos de limpeza longe do alcance das crianças. Evite guardá-los nas prateleiras mais baixas de armários ou sob a pia. Eles podem causar queimaduras químicas se acidentalmente entrarem em contato com os olhos. O mesmo se aplica a medicamentos, que não podem ser aplicados nos olhos sem prescrição médica ou em doses diferentes do que foi recomendado.

Objetos e Crianças
Não permita que crianças brinquem com objetos pontiagudos, como facas, garfos e tesouras com pontas, pois eles representam risco de perfuração ocular.

Plantas
Cuidado com as plantas pontiagudas e espinhosas, que podem ferir os olhos. As que soltam líquido leitoso podem causar irritação se atingirem os olhos.

Cigarros
Não fume próximo a crianças pequenas. Ao pegá-las no colo ou ao movimentar o braço elas podem sofrer queimadura ocular.

Animais
Oriente as crianças sobre o cuidado em suas brincadeiras com animais (eles podem bicar, arranhar ou morder a região os olhos) e ainda a lavar bem as mãos após suas brincadeiras. As fezes de alguns animais (principalmente gatos e aves) podem transmitir toxoplasmose, doença que provoca inflamação nos olhos.

Esportes aquáticos
Ao praticar esportes aquáticos, use óculos de proteção: os germes e os produtos químicos presentes na água podem causar irritações e inflamações nos olhos.

Coçar os olhos
O hábito de coçar os olhos pode facilitar o aparecimento de infecções e desencadear doenças nos olhos, por isso evite coçá-los repeditamente e oriente as crianças sobre isso.

No carro
Crianças de até 10 anos devem ser conduzidas sempre no banco traseiro. Pessoas de qualquer idade devem usar sempre o cinto de segurança: ele é capaz de evitar perfurações nos olhos, em caso de acidente.

No trabalho
Os acidentes com os olhos nos locais de trabalho são basicamente ocasionados por falta de proteção eficiente, iluminação ou ventilação inadequadas e imprudência no manuseio de equipamentos ou materiais com potencial de risco para os olhos. Alguns ambientes de trabalho (como linhas de produção industriais e construção civil) representam um risco de ocorrência de trauma ocular. Previna-se de acidentes usando equipamento de proteção adequado à sua atividade e não expondo seus olhos às ameaças encontradas em seu ambiente de trabalho.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Arte para tocar


Projeto usa impressoras 3D para recriar pinturas famosas e torná-las acessíveis para pessoas com deficiência visual.

Conhecidas pinturas de arte em objetos tridimensionais é o objetivo do designer finlandês Marc Dillon com seu projeto Unseen Art. O propósito disso: proporcionar a deficientes visuais a experiência de apreciar uma obra de arte clássica. "Como é o sorriso enigmático da Monalisa? ", ou "Como são as pinceladas de Van Gogh?"são questões que ele quer responder. Utilizando imagens 3D e impressões 3D à base de areia, as obras são reproduzidas com fidelidade aos traços e textura da atinta. O resultado é mágico e tocante: deficientes experimentam com suas mãos a arte que é invisível aos olhos, mas não no coração.

UNSEEN ART / www.unseenart.org



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Conjuntivite Viral

Conjuntivite

O que é?

A conjuntivite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. A conjuntiva é a membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. A conjuntivite viral é altamente contagiosa, freqüente no verão, e apesar de não ser grave provoca muito incômodo e alguns cuidados devem ser tomados para que não se transforme em epidemia.

Geralmente compromete os dois olhos, não necessariamente ao mesmo tempo, sendo o contagio feito pelo contato direto com a pessoa doente ou objetos contaminados. Esta contaminação ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e ônibus.

Sintomas

Os principais sintomas da conjuntivite são:
Olho vermelho e lacrimejante;
Inchaço nas pálpebras;
Intolerância à luz;
Visão embaçada;
Visão borrada.

A secreção da conjuntivite viral é mais esbranquiçada, em pequena quantidade e demorando aproximadamente 15 a 20 dias para desaparecer com tratamento adequado. A secreção da conjuntivite bacteriana é mais amarelada e abundante. Demorar de 5 a 7 dias para desaparecer com tratamento adequado.

Tratamento

Não existe tratamento específico para conjuntivite viral. Para diminuir os sintomas e o desconforto pode-se utilizar soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras, limpar os olhos com frequência, ou ainda, usar colírios lubrificantes e lágrimas artificiais.

Algumas medidas podem ser tomadas para se evitar a propagação da conjuntivite viral:
Lave suas mãos com frequência.
Não coloque as mãos nos olhos para evitar a recontaminação.
Evite coçar os olhos para diminuir a irritação da área.
Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas.
Ao usar, não encoste o frasco do colírios ou da pomada no olho.
Evite a exposição à agentes irritantes (fumaça) e/ou alégenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.
Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite.
Não use lentes de contato se estiver usando colírios ou pomadas.
Não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite;
Evitar piscinas.

É importante que haja o acompanhamento do oftalmologista para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. A conjuntivite bacteriana deve além desses cuidados, usar colírios e antibióticos prescritos somente pelo oftalmologista.

Prevenção

É difícil prevenir-se das conjuntivites, mas algumas medidas podem diminuir o risco de você adquirir uma conjuntivite, que são:
Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).
Evite compartilhar toalhas de rosto.
Lave as mãos com frequência e não coloque-as nos olhos.
Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos
Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa).
Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A origem dos óculos de sol.

A origem dos óculos de sol

Incrivelmente, o primeiro utensílio acoplado em frente aos olhos para protegê-los dos raios do sol remonta à pré-história. Eram feitos de madeira, osso ou marfim e nem sequer usavam vidros (lógico), mas ainda assim são consideradas os primeiras óculos de sol usado pelo homem. Simples e funcionais, sua invenção é devida ao talento de um povo que sobrevive a um dos climas mais extremos do planeta: os Esquimós.


Antes de falar vou esclarecer que usei o termo "esquimó" para que pudesse ser rapidamente identificado por todo mundo, mas dias atrás fiquei sabendo que a maioria deles não gostam nem um pouquinho deste termo por ser considerado depreciativo. Quando sabemos o significado original da palavra esquimó -devorador de carne crua-, podemos entender o porquê desta rejeição. Eles preferem ser chamados de Inuit, que significa Povo ou Inut que seria o singular e que significa Pessoa.

Pois os Inuit tinham um sério problema que afetava-os com frequência: a Cegueira das Neves. O clima Ártico é um ótimo local para sofrer desta doença: atmosfera clara, alto grau de radiação ultravioleta e o grande poder refletor da neve facilita a chegada direta dos raios do sol aos olhos.


Mas como todos sabemos, a necessidade aguça a criatividade e toscos anteolhos feitos com tiras de pele de baleia ou tendões de animais  com pequenas fendas que permitiam ver, mas que filtravam grande parte da luminosidade ambiental, foram suficientes para superar de um modo bastante eficiente  um importante obstáculo de sobrevivência.

Óculos de marfim

Óculos de chifre de caribu.
Alguns têm mais de 2.000 anos de antiguidade.

Atualmente, a maioria dos Inuit usam modernos óculos de neve.
Mas asseguram que seu antigo modelo tem algumas vantagens sobre as modernas. Exemplo, por não serem feitos com cristal, nem embaçam e tampouco congelam.


Modelo de óculos para a neve que eram usados pelos exploradores europeus. A maioria acabariam adotando o modelo Inuit.

Ademais, o princípio dos óculos Inuit é ensinado em cursos de sobrevivência, caso se vejam imersos em um clima propenso a provocar cegueira das neves, não seria complicado fabricar o modelo com o uso de papelão, plástico ou qualquer outro material.


Inclusive a NASA estudou estes óculos Inuit e desenvolveu fórmulas para saber quantos milímetros de abertura para os olhos devem ter levando em conta a luminosidade existente, a distância, etc. 
Todas estas informações acima podem ser conferidadas no site Metamorfose Digital.

Existe também a história que conta a origem dos óculos escuros com lentes de vidro. Veja:

A primeira lente escura conhecida foi uma lâmina verde usada pelo imperador  Nero, no século I. Segundo Miguel Giannini, do Museu dos Óculos Gioconda Giannini, a lente de Nero era provavelmente de vidro.
O primeiro par de óculos com lentes escuras e armação surgiu na Alemanha, no século XIII, ainda pesado e desconfortável. Foram os franceses, no século seguinte, que introduziram um novo design e o nome de pince-nez (pinça de nariz), porque ficava preso na ponta do nariz. O modelo com duas hastes laterais, como os atuais, surgiu apenas no século XVII e, até o século XX, era feito sempre com lentes verdes. Na década de 60, esse cristal, pesado, foi substituído pelo acrílico e pelo policarbonato. As lentes coloridas tornaram-se moda na década de 70. 
Um óculos de sol de boa qualidade deve bloquear os raios UVA, UVB e UVC, que podem atingir os olhos, favorecendo o surgimento de lesões ou doenças oculares, como a catarata e o envelhecimento prematuro. Um óculos de sol de má qualidade pode causar o efeito inverso, não protegendo contra os raios ultravioleta e ainda dilatando as pupilas, fazendo com que a exposição aos raios solares seja ainda maior