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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O que é plástica ocular?




A plástica ocular é uma especialidade da oftalmologia que trata das deformidades e anormalidades das pálpebras, do sistema lacrimal, da órbita (cavidade óssea que circunda o olho) e das áreas faciais anexas aos olhos.
O cirurgião plástico ou oculoplástico é um oftalmologista que tem especialização em cirurgia plástica ocular e das estruturas anexas, onde se destacam as pálpebras.
Os principais procedimentos realizados pelo oculoplástico são:
-Correção do aspecto caído do olho.
-Remoção do excesso de pele das pálpebras.
-Remoção de bolsas de gordura.
-Ptose Palpebral
-Tratamento de lesões e tumores palpebrais.
-Entrópio e Ectrópio Palpebral.
-Desobstrução das Vias Lacrimais
-Tratamento de Lagoftalmo

Cirurgia das pálpebras



Objetivos: 

  • Rejuvenescimento facial
  • Ressecção do excesso de pele e ressecção ou reposicionamento das bolsas de gordura
  • Suavização entre os olhos e a estrutura óssea adjacente

Cirurgia: 

  • Incisão: localizada estrategicamente no sulco palpebral superior (pálpebra superior) e  abaixo dos cílios na pálpebra inferior (cicatrizes escondidas)
  • Ressecção do excesso cutâneo e do excesso das bolsas de gordura
  • Reposicionamento das bolsas de gordura, com suavização da transição das pálpebras e a região malar
  • Sutura com fios delicados

Pós-operatório:

  • Dor: mínima.
  • Inchaço e manchas roxas: regressão progressiva, necessário uso de óculos de sol e compressas geladas nos primeiros dias.
  • Pontos: retirados na primeira semana.
  • Retornos ao consultório: semanalmente no primeiro mês, quinzenalmente no segundo mês,  mensal até 6 meses da cirurgia. Posteriormente, acompanhamento semestral.
  • Resultado final em 3 meses, após regressão total do inchaço.

Dicas e observações:

  1. A região das pálpebras apresenta excelente cicatrização e as cicatrizes tendem a se tornarem imperceptíveis após alguns meses.
  2. A queda das sobrancelhas pode simular um excesso de pele nas pálpebras superiores, porém deve ser corrigida com o lifting da testa. A realização precipitada da blefaroplastia nestes casos, pode agravar o aspecto envelhecido e triste da face.
  3. Atualmente, realizamos a blefaroplastia com reposicionamento das bolsas de gordura, conferindo um aspecto mais jovial às pálpebras. 

sábado, 1 de abril de 2017

Diabetes: acompanhamento oftalmológico é fundamental.




Center for Disease Control (CDC) dos Estados Unidos publicou, no final de junho, a atualização dos dados epidemiológicos sobre o diabetes naquele país. Vinte e quatro milhões de americanos tem diagnóstico de diabetes, ou 8% da população. Outros 54 milhões têm pré-diabetes, somando pouco mais de ¼ das pessoas que vivem nos Estados Unidos, apresentando problemas no metabolismo glicêmico. Em relação aos dados anteriores, de 2005, houve um aumento de 4 milhões de casos, com a prevalência da doença passando de 7% para 8% da população.
De acordo com os dados do relatório do CDC, o diabetes é a principal causa de cegueira adquirida, assim como de insuficiência renal terminal, sendo que 44% dos novos casos de diálise nos EUA se devem a nefropatia diabética. Mais de 60% das amputações não traumáticas que ocorrem nos Estados Unidos são em pessoas com diabetes. Por outro lado, o mesmo relatório aponta que a percentagem de pessoas que desconhecem o diagnóstico caiu de 30 para 25% do total de pacientes diabéticos, sinalizando que as campanhas preventivas e o interesse crescente da imprensa pelo diabetes está aumentando a conscientização dos pacientes naquele país.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), lançou no ano passado um filme institucional – Diabetes, seja o primeiro a saber – , onde a entidade alerta que existem 6 milhões de diabéticos no Brasil, mas apenas metade deles sabe que tem a doença. É muito importante que medidas preventivas e campanhas informativas sejam disseminadas no Brasil também, para que o diagnóstico precoce do diabetes possa ser feito. Tão logo o diabético saiba de sua condição, ele pode começar o tratamento, visando manter o controle glicêmico, prevenindo, assim, várias comorbidades.
A importância do diagnóstico precoce é justificada, pois o diabetes provoca uma série de condições no organismo e no aparelho visual que afetam diretamente a saúde ocular e predispõe o portador a complicações na córnea, à catarata e ao glaucoma. Além disso, provoca a retinopatia diabética, a maior causa de cegueira permanente em indivíduos economicamente ativos. É importante destacar que a perda visual provocada pelo diabetes freqüentemente é um sintoma tardio da doença. É importante que o paciente diabético saiba que, mesmo apresentando uma boa acuidade visual, ele necessita de acompanhamento e tratamento oftalmológicos.
Cuidados especiais que devem ser observados pelos pacientes diabéticos: 
  • O acompanhamento oftalmológico do paciente portador de diabetes é recomendado devido à fragilidade de sua córnea. As células do epitélio corneano do diabético não têm a aderência que se encontra na maioria dos não-diabéticos. Estes pacientes, durante as cirurgias de vitrectomia tendem a perder o epitélio com maior facilidade e freqüentemente tem a cicatrização e o repovoamento das células da córnea mais demorados. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas no segmento anterior, como blefarites e úlceras;
  • Embora não existam restrições quanto ao uso de lentes de contato, o paciente diabético exige atenção redobrada e cuidados maiores do que os não-portadores. Muitos pacientes diabéticos não usam lentes de contato, não pela fragilidade corneana, mas pelo estado do olho em si, em alguns casos, muito comprometido devido à doença;
  • A catarata também é mais prevalente na população diabética devido ao sorbitol – poliálcool resultante do metabolismo do açúcar – que se acumula no cristalino, altamente hidrofílico. Em situações de hiperglicemia, o cristalino absorve água, o que provoca miopia no paciente. À medida em que a glicemia retorna aos seus níveis normais, o cristalino se desidrata e volta ao seu tamanho original. A repetição dessa situação altera as fibras da estrutura do cristalino, provocando sua opacificação. Isso explica a maior predisposição dos diabéticos a sofrer de catarata mais cedo e com mais freqüência, se comparados à população que não sofre da doença;
  • Esse mecanismo de hidratação/desidratação é provocado principalmente pela falta de controle da glicemia, que também pode afetar exames de refração, acusando miopia inexistente ou maior do que a presente em situações de glicemia normal. É fundamental que o oftalmologista tenha informações precisas sobre a glicemia do paciente ao recomendar o uso de lentes corretivas para não prescrever óculos desnecessariamente;
  • O diabetes também é um fator de risco para o surgimento do glaucoma, embora os mecanismos fisiopatogênicos não estejam tão claramente desenhados como no caso da catarata. A alteração química causada no organismo pela doença provoca a degeneração de vários tecidos, o que acaba afetando o trabeculado e, consequentemente, o escoamento do humor aquoso. Isso aumenta a pressão intraocular e provoca o glaucoma secundário a essa degeneração;
  • O diabetes também afeta a circulação sanguínea na cabeça do nervo óptico, o que acaba contribuindo para a sua degeneração.Com as alterações químicas provocadas pelo diabetes, as paredes dos vasos sanguíneos tornam-se gradativamente mais fracas, propiciando vazamentos e hemorragias. O aparecimento da retinopatia diabética está relacionado às alterações na microcirculação retiniana. O processo envolve o aparecimento de microaneurismas, dilatações capilares, isquemia, vazamento de plasma, oclusão capilar e, se não houver tratamento e controle, a neovascularização, que caracteriza o estágio mais avançado da doença, denominada retinopatia diabética proliferativa.
Informação e prevenção
O mais eficiente tratamento da retinopatia diabética e das outras comorbidades causadas pelo diabetes à visão é evitar que elas ocorram, por meio do controle estrito da glicemia, da pressão arterial e das nefropatias; do combate à obesidade e ao sedentarismo; e do corte do cigarro. O relatório americano indica que as medidas preventivas mais eficientes para diminuir a incidência de novos casos de diabetes e o impacto negativo da doença na saúde da população residem em medidas de reforço de mudanças de estilo de vida, que segundo o próprio documento, têm um custo efetividade superior ao uso de medicamentos.

Olhos secos e conjuntivites aumentam no inverno






Com a chegada do inverno, o número de atendimentos oftalmológicos relacionado à Síndrome do Olho Seco e às conjuntivites alérgicas aumenta. Entretanto, não é apropriado classificar estas doenças como típicas do inverno, porque elas já existem em outras estações. É preferível dizer que as pessoas ficam mais suscetíveis aos fatores que desencadeiam estas doenças durante o inverno.
Dentre os fatores que estimulam a manifestação destas doenças nessa época do ano,  destaca-se a queda de temperatura, a baixa umidade e o resfriamento do ar. Pessoas com alergias devem evitar o uso de cobertores que soltam pêlos. É recomendável também, antes da chegada do inverno, fazer a lavagem e a secagem ao sol de mantas, cobertores e blusas de lã guardadas por muito tempo.
Para prevenir o surgimento da Síndrome do Olho Seco e das conjuntivites alérgicas, é preciso que as pessoas evitem o acúmulo de poeira em casa, durmam em locais arejados e umedecidos e evitem ambientes climatizados. Os usuários de lentes de contato, por exemplo, devem evitar o uso de lentes de alta hidratação, devem lubrificar, preventivamente, os olhos e devem redobrar os cuidados com a higiene palpebral.
Síndrome do Olho Seco
Sensação de estar com “areia nos olhos”, peso nas pálpebras, olhos vermelhos, embaçamento da visão ao fazer algum tipo de esforço visual e sensibilidade à luz aumentada… Quem apresentar algum destes sintomas durante o inverno deve ficar atento e procurar um oftalmologista, pois pode estar sofrendo com a Síndrome do Olho Seco, que, na verdade, é uma deficiência na qualidade e/ou na quantidade de lágrima que o organismo produz. Este tipo de problema ocular é muito comum na estação mais fria do ano, mas, por ter causas multifatoriais, pode ser confundido com outros distúrbios como infecções ou alergias oculares.
No outono e no inverno, o clima seco e o aumento da poluição, ou seja, fatores ambientais são a maior causa do aparecimento do olho seco. A doença se manifesta mais facilmente devido à baixa umidade do ar, aos ambientes com calefação e ao ar condicionado. Usuários de computadores que, em frente ao monitor, diminuem o reflexo do piscar também podem ser vítimas da doença. O uso inadequado de lentes de contato e algumas cirurgias oculares ou de pálpebra também podem causar a síndrome ou induzi-la, ainda que transitoriamente.
A Síndrome do Olho Seco não escolhe seus alvos por sexo. No entanto, as alterações hormonais femininas geradas na pós-menopausa podem ser desencadeantes do seu surgimento. Tabagismo e distúrbios alimentares também podem levar ao aparecimento do problema. Entretanto, pessoas com doenças inflamatórias como reumatismo, doenças hormonais como diabetes mellitus ou distúrbios da tireoide apresentam a Síndrome do Olho Seco com mais frequência. Preventivamente, estes grupos devem procurar o oftalmologista, pelo menos uma vez por ano, para prevenir complicações.
Segundo a oftalmologista, a Síndrome do Olho Seco pode causar desde inflamação até a úlcera de córnea, além de infecções oportunistas, problemas que, em alguns casos – ainda que muito raramente, podem levar a redução da visão.
Função das lágrimas
As lágrimas representam o mecanismo natural do organismo para proteger a superfície ocular contra infecções e efeitos maléficos da sujeira e da poeira. Elas ajudam a estabilizar a superfície corneana para que a visão permaneça clara e sem distorções. “Uma produção adequada de lágrimas é importante para a manutenção da saúde, do conforto e da capacidade de controle de infecções do olho”, afirma a oftalmologista. “Quando o organismo não produz lágrimas suficientes para realizar essas funções, é necessário usar colírios que ajudem a umidificação dos olhos”, diz a médica.
A causa da Síndrome do Olho Seco é o fator determinante para definir o tratamento correto para cada caso, que poderá ser baseado em reposição ou conservação de lágrimas. O oftalmologista é o profissional adequado para detectar a causa da doença e orientar sobre o seu tratamento. A automedicação e o uso indiscriminado de colírios são prejudiciais e, normalmente, causam um agravamento do quadro clínico. O diagnóstico da Síndrome do Olho Seco é feito por meio da história clínica do paciente, pelo exame físico, pelo exame ocular cuidadoso e por provas clínicas da função lacrimal. O tratamento é paliativo. Nos casos de doenças sistêmicas, quando o problema é diagnosticado auxilia o tratamento da doença ocular.
Pode-se tratar o olho seco por meio de:
  • Uso de lubrificantes, preferencialmente sem conservantes;
  • Preservação da lágrima, por meio da higiene ocular e em ambientes úmidos;
  • Oclusão dos pontos lacrimais, com plugs definitivos ou provisórios;
  • Tarsorrafia, que é a diminuição palpebral cirúrgica;
  • Estimulação da produção lacrimal;
  • Antioxidantes, como o óleo de linhaça.
Conjuntivites alérgicas
No outono/inverno são comuns também as conjuntivites alérgicas. Deve-se, mais uma vez, tomar um cuidado especial com o tratamento das doenças sistêmicas, pois tratando da doença sistêmica, a manifestação ocular da doença será menos intensa.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana delgada e transparente que reveste a parede do globo ocular e das pálpebras. Em geral, a doença acomete os dois olhos, perdura de uma semana a 15 dias, mas não costuma deixar sequelas.
A doença, que incomoda e interfere na vida social do indivíduo tem como principais sintomas:
  • Olhos vermelhos e lacrimejantes;
  • Pálpebras inchadas;
  • Sensação “de areia” ou de corpo estranho nos olhos;
  • Secreção;
  • Coceira.
Tipos de conjuntivite
A conjuntivite infecciosa pode ser causada por vírus, bactérias fungos ou protozoários. A conjuntivite não-infecciosa é provocada por agentes externos irritantes, que podem dar origem à conjuntivite alérgica, química ou traumática. É oportuno esclarecer que somente o oftalmologista pode fazer o diagnóstico correto do tipo de conjuntivite de cada paciente antes de prescrever o tratamento adequado.
Ao suspeitar de conjuntivite, o paciente não deve sair por aí, comprando remédios indicados por amigos. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um oftalmologista. Alguns colírios são altamente contraindicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro de inflamação.
De uma maneira geral, quem está acometido pela conjuntivite deve redobrar os cuidados com a higiene dos olhos e das mãos. Lavar bem os olhos e fazer compressas com água gelada – que deve ser filtrada e fervida – ou com soro fisiológico ajudam a aliviar os incômodos causados pela doença. Se o paciente acometido pela conjuntivite fizer uso de lentes de contato, o mais sensato é suspender o uso e utilizar os óculos até que a inflamação seja curada.
Uma vez diagnosticada a provável causa da conjuntivite, o oftalmologista pode prescrever o tratamento adequado. Se esta tiver origem bacteriana, utiliza-se a antibioticoterapia, se a causa for virótica, emprega-se o tratamento para alívio dos sintomas, bem como hábitos especiais de higiene, ajudando desta forma, a controlar o contágio e a evolução da doença.
Para prevenir a transmissão da conjuntivite, enquanto estiver doente, são recomendadas as seguintes precauções:
  • Lave com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são meios importantes para a transmissão de microorganismos;
  • Aumente a frequência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
  • Não compartilhe toalhas de rosto;
  • Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
  • Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho;
  • Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas;
  • Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
  • Evite coçar os olhos para diminuir a irritação;
  • Evite aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes;
  • Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.

Dor de cabeça e Visão





A dor de cabeça pode surgir de repente ou dar sinais de sua chegada com horas de antecedência. Quando vem, pode se manifestar como pontada, um aperto nas têmporas, como se fosse o efeito de um forte torniquete em cima dos olhos, como uma dor pulsante em um ou ambos os lados da cabeça… Sua intensidade também varia de incômoda a muito severa, de tal modo que sua vítima não consegue sequer abrir os olhos. Seu nome é cefaleia, a popular dor de cabeça, queixa mais comum nos consultórios. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a cefaleia é um fenômeno universal que atinge 90% da humanidade.
É muito comum que as pessoas que sofrem com freqüentes dores de cabeça atribuam a dor a comprometimentos oculares. Na realidade, os problemas de visão raramente são causa das formas mais comuns de cefaleia.
Os vícios de refração, geralmente em graus baixos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, quando não corrigidos com óculos ou lentes de contato, provocam cefaleia ao final do dia. Outra possibilidade para a dor de cabeça ser fruto de um problema ocular é quando o paciente apresenta insuficiência de convergência, uma alteração da motilidade ocular com incapacidade ou dificuldade de coordenar os dois olhos na visão de perto. E por fim, há alguns tipos de glaucoma que provocam esta dor: geralmente o chamado crônico simples ou o primário de ângulo aberto.
A confusão ao relacionar a dor de cabeça aos problemas oculares é muitas vezes provocada pelos sintomas da enxaqueca e da cefaleia em salvas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, uma crise típica de enxaqueca é reconhecida pela dor que envolve metade da cabeça, piora com qualquer atividade física. Em geral, vem acompanhada por outros sintomas, como náuseas, vômitos, intolerância à luz, odores, barulho e movimentos. Outra característica menos comum, porém diagnosticada em portadores de enxaqueca, é a presença da aura – um conjunto de reações neurosensoriais que se manifestam, em geral, antes das crises. São flashes de luz, falhas no campo visual ou imagens brilhantes em ziguezague.
Já as crises de cefaleia em salvas apresentam-se sempre do mesmo lado da cabeça, em volta do olho, na fronte, na têmpora ou até na face. São de intensidade elevada e lancinante. Duram de 15 minutos a três horas. Aparecem em dias seguidos ou alternados, com freqüência de uma a oito vezes por dia e em horários semelhantes, de dois a quatro meses por ano. São muito comuns durante a madrugada e já chegam de forma intensa. Estão associadas ao seu surgimento: vermelhidão ocular, lacrimejamento e entupimento (às vezes, corrimento) nasal do mesmo lado da dor.
Dor de cabeça x problemas oculares
Apesar de não estarem diretamente relacionados, dor de cabeça e problemas oculares estão associados, em alguns casos. Um estudo publicado na revista americana Neurology, em2007, revelou que pessoas que sofrem de enxaqueca ou outros tipos de dor de cabeça correm o risco de apresentarem um quadro de retinopatia, uma lesão da retina que pode causar problemas de visão e até cegueira.
A pesquisa americana ouviu 10.902 homens e mulheres, brancos e negros, com idade entre 51 e 71 anos. Segundo o estudo, 22% dos integrantes do grupo tinham antecedentes de enxaqueca e dores de cabeça. As comparações revelaram que os que sofriam mais dores de cabeça eram jovens, brancos e, em sua maioria, mulheres. Também foi descoberto que aqueles que sofriam de dor de cabeça tinham de 1,3 a 1,5 vezes mais chances de apresentar um quadro de retinopatia.
Segundo Katryn Rose, oftalmologista da Universidade da Carolina do Norte e autora do estudo, as pessoas com idade média (adultos jovens) com histórico de enxaquecas e dores de cabeça têm mais chances de desenvolverem uma retinopatia. Esta associação apareceu depois que foram levados em conta fatores como o diabetes, os níveis de glicose, o consumo de tabaco, a pressão sanguínea e o uso de remédios contra pressão alta. As conclusões da pesquisa também reforçaram um estudo anterior que vinculou a dor de cabeça e a retinopatia aos acidentes vasculares cerebrais (AVCs).


Fonte: IMO