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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Refração e função ocular:Como o olho funciona?

 

Refração e função ocular: Como o olho funciona?


Olho de homem

Visão turva — normalmente causada por erros de refração — é a o motivo principal que leva uma pessoa a buscar os serviços de um médico oftalmologista. 

Mas o que realmente significa quando nos dizem que nossa visão está turva porque temos um erro de refração?

Nós vemos o mundo à nossa volta devido à forma como nossos olhos curvam (refratam) a luz. Erros de refração são imperfeições óticas que impedem o olho de focar a luz, causando a visão turva. 

Os principais erros de refração são miopiahipermetropia, e astigmatismo.

Erros de refração normalmente podem ser "corrigidos" com óculos ou lentes de contato, ou podem ser tratados permanentemente com cirurgia LASIK e outras cirurgias para correção de visão (também chamadas de cirurgias refrativas).

Como a luz viaja pelos olhos

Para ver, precisamos de luz. Apesar de não compreendermos completamente todas as diferentes propriedades da luz, nós temos uma ideia de como a luz viaja.

Um raio de luz pode ser defletido, refletido, curvado ou absorvido, dependendo das diferentes substâncias que encontrar.

Quando a luz viaja pela água ou por uma lente, por exemplo, seu caminho é curvado ou refratado. Determinadas estruturas oculares possuem propriedades refrativas semelhantes às da água ou de lentes e conseguem curvar raios de luz a um ponto exato de foco para uma visão nítida.

A maior parte da refração no olho ocorre quando raios de luz atravessam a superfície curvada e transparente do olho (córnea). A lente natural do olho também curva raios de luz. Até a camada lacrimal na superfície do olho e os fluidos no interior do olho (humor aquoso e humor vítreo) possuam algum grau de capacidade refrativa.

Como o olho enxerga

O processo de visão começa quando raios de luz que refletem em objetos e viajam pelo sistema ótico do olho são refratados e focados em um ponto de foco exato.

Para uma boa visão, esse ponto de foco deve estar na retina. A retina é o tecido que reveste o interior da parte de trás do olho, onde células sensíveis à luz (fotorreceptoras) capturam imagens praticamente da mesma forma que o filme em uma câmera quando é exposto à luz. 

Essas imagens são então transmitidas através do nervo óticos do olho ao cérebro para interpretação.

Assim como a abertura da câmera (chamada de diafragma) é usada para ajustar a quantidade de luz necessária para expor o filme da forma ideal, a pupila do olho dilata ou contrai para controlar a quantidade de luz que chega à retina.

Em condições de pouca luz, a pupila dilata. Em condições de muita luz, a pupila contrai.

Causas de erros de refração

A capacidade do olho de refratar ou focar luz de forma nítida na retina é baseada principalmente em três características da anatomia do olho: 1) o comprimento geral do olho, 2) a curvatura da córnea e 3) a curvatura da lente no interior do olho.

Comprimento do olho

Se o olho for muito comprido, a luz é focada antes de chegar à retina, causando miopia. Se o olho for muito curto, a luz não é focada quando chega na retina. Isso causa hipermetropia.

Curvatura da córnea

Se a córnea não for perfeitamente esférica, a imagem é refratada ou focada irregularmente e cria uma condição chamada de astigmatismo. Uma pessoa pode ser míope ou hipermetrope com ou sem astigmatismo.

Curvatura da lente

Se a curvatura da lente for muito acentuada em relação ao comprimento do olho e a curvatura da córnea, isso causa miopia. Se a lente for muito plana, o resultado é a hipermetropia.

Erros de visão mais obscuros, conhecidos como aberrações de alta ordem, também estão relacionados a falhas na forma como os raios de luz são refratados ao atravessar o sistema ótico do olho.

Esses tipos de erros de visão, que podem causar problemas como pouca sensibilidade a contraste, são detectados através de uma nova tecnologia conhecida como análise da frente de onda.

Detecção e tratamento de erros de refração

Seu médico oftalmologista determina o tipo e grau de erro de refração que você tem realizando um exame chamado de refração.

Ele pode ser feito com um instrumento computadorizado (autorrefrator) ou com um instrumento mecânico chamado foróptero que permite que seu médico oftalmologista lhe mostre uma lente de cada vez (refração manual).

Frequentemente, uma refração automatizada será realizada por um membro da equipe do médico oftalmologista, e então o médico oftalmologista a refinará e verificará os resultados com uma refração manual.

Sua refração poderá revelar que você possui mais de um tipo de erro de refração. Por exemplo, sua visão turva pode se dever tanto à miopia quanto ao astigmatismo.

Seu médico oftalmologista usará os resultados de sua refração para determinar sua receita para óculos

Uma refração, no entanto, não fornece informações suficiente para emitir uma receita para lentes de contato, que requer um teste de adaptação de lentes de contato.

Óculos e lentes de contato são fabricados com curvas precisas para refratar luz no grau necessário para compensar os erros de refração e levar a luz a um foco preciso na retina.

Cirurgias de correção de visão como a LASIK visam corrigir erros de refração alterando o formato da córnea, para que os raios de luz sejam curvados até um ponto de foco mais preciso na retina.

sábado, 26 de setembro de 2020

Afinal, o que é o Teste de Estereopsia?

 

Afinal, o que é o Teste de Estereopsia? 

Tudo que é captado pelos olhos esquerdo e direito passa por uma fusão no cérebro, gerando a percepção de distância e profundidade das imagens. Essa sensação tridimensional é chamada de estereopsia e é o principal mecanismo de visão binocular, ou seja, da capacidade dos dois olhos enxergarem em conjunto. 

Mas você sabia que nem todo mundo enxerga de maneira 3D? Isso acontece porque os olhos estão, em diferentes níveis, desalinhados. Daí a importância de realizar o Teste de Estereopsia para detectar o problema e tratar essa deficiência. Entenda, a seguir, como funciona o examee em que casos ele é indicado:

Como funciona o Teste de Estereopsia

Também conhecido como Titmus Test, o Teste de Estereopsia é indolor, pode ser realizado em consultas de rotina e não leva muito tempo. Usando óculos especiais, o paciente observa algumas figuras em 3D e deve identificar quais estão mais evidentes.

Nesse procedimento não é necessário o uso de colírio nem dilatação da pupila.

Em que casos esse exame é indicado

O Teste de Estereopsia é fundamental tanto para o diagnóstico quanto o acompanhamento do tratamento de problemas na visão binocular. Por isso, ele é indicado para pacientes com estrabismo e ambliopia (a doença do “olho preguiçoso”). Além disso, ele é capaz de auxiliar no desenvolvimento da visão binocular de crianças com estrabismo.

Primavera e alergia ocular

 As alterações e instabilidades climáticas dessa época do ano, variam entre clima seco e algumas chuvas esporádicas, contribuindo para o desenvolvimento de vários tipos de alergias oculares, como conjuntivites primaveril e viral.

Conjuntivite Alérgica é a alteração da superfície ocular causada por mecanismo de hipersensibilidade a algum agente alérgeno. Essa doença tem como principal sintoma o prurido ocular.

Conheça as principais:

conjuntivite alérgica sazonal é a forma mais comum de alergia ocular. As crises da forma sazonal ocorrem em certas estações do ano e são desenvolvidas pela exposição ao pólen. Elas desaparecem com o fim da emissão do alérgeno e a pessoa apresenta episódios sazonais de prurido, hiperemia conjuntival e hipertrofia papilar da conjuntiva palpebral superior.

conjuntivite alérgica perene é semelhante a sazonal, porém, crônica e com os sinais e sintomas menos intensos. Ela ocorre ao longo do ano todo, com exacerbações sazonais discretas. Acontece pela exposição a alérgenos perenes, normalmente domésticos, como o ácaro presente na poeira doméstica.

Para ambas o tratamento é:

- Inicialmente consiste em evitar o alérgeno (medidas de higiene ambiental);
- Compressas frias (água filtrada/evitar água boricada) para aliviar o prurido;
- Durante as crises da forma sazonal ou na exacerbação da forme perene (anti-histamínico tópico por 15 a 30 dias);
- Casos leves podem ser tratados com anti-inflamatórios tópicos;
- O tratamento com medicamentos deve ser instituído apenas quando os sinais e sintomas são realmente fortes.

Ceratoconjuntivite Primaveril é uma afecção alérgica crônica bilateral da conjuntiva, com exacerbações sazonais e mais frequente na primavera e verão, em regiões de clima quente e seco. Afeta principalmente meninos entre 2 e 10 anos de idade, com tendência a resolução espontânea na puberdade. Antecedentes pessoais e familiares de doença são frequentes.
A apresentação clínica é geralmente prurida, lacrimejamento, fotofobia e secreção na mucosa.
O tratamento indicado é eliminação do alérgenos. Nos casos leves, devem ser feitas compressas geladas e pode ser receitado pelo oftalmologista a aplicação de vasoconstrictores e anti-histamínicos tópicos. Nos casos graves a aplicação de esteroides tópicos pode ser necessária.

Dermatoceratoconjuntivite Atópica:
Ela é uma inflamação crônica e bilateral da conjuntiva e pálpebra. As crises são mais frequentes no inverno, principalmente no sexo masculino, após os 40 anos de idade, embora tenham sido descritos casos em crianças.
As crises são geralmente desenvolvidas por exposição a ácaro presente no pó doméstico e em pelos de animais. Durante as crises, os sintomas são intensos e caracterizados pela presença de prurido, lacrimejamento, visão embaçada e fotofobia. As pálpebras apresentam descamação.
O tratamento, como na ceratoconjuntivite primaveril é a eliminação do alérgeno. Por representar a forma mais grave de alergia ocular, durante as crises, recomenda-se o uso de anti-histamínicos tópicos por 15 a 30 dias associados a estabilizadores de mastócitos por tempo prolongado. Quando houver envolvimento da córnea, corticoides tópicos potentes são mandatórios para controle da crise e lágrimas artificiais podem ser indicadas principalmente nos casos de olho seco secundário associado a doença.

As alergias devem ser acompanhadas pelo médico oftalmologista e serem tratadas de forma com que os sintomas sejam neutralizados na maioria das vezes.

Algumas dicas de prevenção:
• Lavar as mãos e rosto com frequência;
• Evitar coçar os olhos;
• Secar o rosto com toalha de papel, se a opção for toalha de tecido o ideal é trocar o acessório todos os dias;
• Nunca compartilhar máscara, lápis de olho ou delineadores;
• Não se automedique ou compre algum remédio sem indicação e orientação de um médico – cada caso deve ser avaliado individualmente.

 

Caso tenha algum dos sintomas citados, procure um médico para diagnóstico e tratamento.


Alergia Ocular

 

 

 

Os olhos são um alvo fácil para as alergias, isto ocorre porque quando os abrimos, a conjuntiva, membrana fina que recobre a superfície do olho, fica diretamente exposta ao ambiente. Essa membrana possui uma estrutura semelhante à parte interna do nariz, e em contato com certas substâncias pode desencadear algumas reações alérgicas.

Caracterizada como uma reação exagerada do sistema imunológico a uma destas substâncias irritantes, denominadas alérgenos (ácaros, poeiras, pólen, mofo, pelos de animais, produtos de limpeza etc.), a alergia ocular atinge entre 15% a 20% da população mundial, afetando as pálpebras e a córnea e tendo sua maior incidência em pessoas que já sofrem com algum outro tipo de alergia, como asma, rinite e sinusite.

Os sintomas de alergia ocular são similares aos dos vários tipos de conjuntivite: vermelhidão, coceira, irritação, lacrimejamento, inchaço, desconforto ocular e maior sensibilidade à luz (fotofobia). Além da causa, o que difere um do outro é o tempo de duração dos sintomas, que em casos de conjuntivite infecciosa duram de uma a duas semanas, e na forma alérgica, com administração do anti-histamínico, já no segundo dia os sintomas tendem a diminuir.

O TRATAMENTO DEVE OCORRER DA SEGUINTE FORMA:

 

Cuidados em casa

Nas doenças alérgicas, a prevenção é a base do tratamento. Por isso, o primeiro passo é identificar e eliminar os alérgenos do ambiente, assim os sintomas apresentarão melhoras significativas.

Acompanhamento médico

Pessoas que possuem alergia ocular devem buscar uma assistência médica com especialista, de preferência devem realizar um tratamento simultâneo com um oftalmologista e alergologista.

Medicamentos

A fim de ajudar na melhor dos sintomas, é prescrita pelo oftalmologista a utilização de colírios. Entre os mais utilizados estão: colírios lubrificantes (proporcionam alívio discreto na coceira e “lavam” o olho); colírios anti-histamínicos (diminuem a liberação e a ação de uma substância chamada histamina, responsável pela coceira), colírios de dupla ação (são os mais usados atualmente, além de diminuírem a coceira, também interrompem o processo da alergia) e colírios de corticoides e cortisona (receitados em casos de alergias mais graves, agem rápido e de forma intensa sobre a alergia).

Vacinas antialérgicas

Conhecido também como imunoterapia ou vacina para alergia, nesse método é injetado gradualmente no alérgico um número crescente de alérgenos com o objetivo de dessensibilizar o organismo às substâncias que causam alergia e estimular a imunidade do paciente.

Importante:

Caso não seja tratada corretamente, a alergia ocular pode evoluir e trazer algumas complicações para a visão, como úlceras, formação de placas e surgimento de vasos anormais na periferia da córnea. Por isso, em caso de manifestação dos sintomas, busca um auxílio médico.

10 DICAS ÚTEIS PARA SE EVITAR ALERGIA OCULAR

1- Reduza o número de travesseiros, roupas de cama, cortinas, bicho de pelúcia e objetos que acumulem poeira;
2- Sempre que possível, higienize a roupa de cama com água quente e deixe-as secar ao sol;
3- Mantenha a casa limpa, arejada e com exposição ao sol, a fim de evitar o acúmulo de ácaros;
4- Prefira usar aspiradores de pó e panos úmidos ao limpar a casa, dispense vassouras, espanadores e objetos que podem espalhar a poeira na hora da limpeza;
5- Elimine vazamentos de água, uma vez que estes favorecem o aparecimento de mofo;
6- Encape colchões e travesseiros com material impermeável ou antialérgico;
7- Faça a limpeza do ar-condicionado semanalmente;
8- Evite coçar os olhos, além de esse hábito estimular as alergias, pode facilitar o surgimento ou desenvolvimento de ceratocone;
9- Caso tenha animais domésticos, mantenha-os sempre limpos e tosados;
10-Evite ambientes com muito pó, fumaça ou odores fortes.

Em caso de crise de alergia ocular, o que devo fazer?

1- Evite esfregar os olhos.
2- Não lave os olhos com soro fisiológico, pois o sal do soro irrita ainda mais os olhos.
3- Aplique compressas frias sobre os olhos fechados.
4- Procure um oftalmologista para iniciar o tratamento médico. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Degeneração Macular Relacionada a Idade - DMRI

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença que ocorre em uma parte da retina chamada mácula e que leva a perda progressiva da visão central.1-3 A DMRI é a causa mais comum de perda da visão em pessoas acima de 50 anos.1,2

A mácula é uma pequena região no centro da retina, que permite que uma pessoa possa ver detalhes. As células sensíveis à luz da mácula, conhecidas como fotorreceptores, convertem a luz do campo visual em impulsos elétricos e, em seguida, transferem os impulsos para o cérebro através do nervo óptico. A perda da visão central na DMRI ocorre quando as células fotorreceptoras na mácula são degeneradas.2,3
DMRI - partes do olho
Muitas pessoas não sabem que têm degeneração macular até que tenham um problema na visão perceptível (quando a doença já se agravou) ou até que a DMRI seja diagnosticada durante uma consulta de rotina com o oftalmologista.2,3 Nos estágios iniciais, a DMRI não apresenta sintomas, mas algumas pessoas apresentam um embaçamento na visão central, especialmente durante as tarefas como leitura ou costura. Conforme a DMRI progride, algumas manchas podem se formar no campo visual central. Na maioria dos casos, se um olho é afetado pela DMRI, o outro olho também irá desenvolver a doença.2,3 A extensão da perda da visão central varia dependendo do tipo de DMRI (seca ou úmida) e da rapidez para diagnóstico e início do tratamento.1
DMRI - estágios do problema
Tipos de degeneração macular relacionada à idade
DMRI seca
A DMRI seca é a forma mais comum de degeneração macular relacionada à idade e corresponde à cerca de 90% de todos os casos. Ela é causada pelo envelhecimento e desgaste dos tecidos da mácula e normalmente afeta menos a visão do que a DMRI úmida.1-3
Uma característica da DMRI seca é o acúmulo de proteínas e gorduras, conhecido como drusas, nas células sob a retina. A origem das drusas é desconhecida, mas pode ser a partir de resíduos de células e tecidos da retina. As drusas podem interferir na saúde da mácula, causando degeneração progressiva das células fotorreceptoras e, eventualmente, a mácula pode ficar mais fina e parar de funcionar adequadamente.1,3
A perda da visão geralmente ocorre aos poucos ao longo dos anos. As pessoas com DMRI seca não costumam perder totalmente a visão central, mas as tarefas que exigem visão perfeitamente focalizada podem tornar-se mais difíceis.3 A perda de visão central na DMRI pode interferir com atividades cotidianas simples, como a capacidade de ver rostos, conduzir, ler, escrever ou realizar atividades como cozinhar ou consertar coisas em casa. Por isso, o impacto da DMRI na qualidade de vida dos pacientes pode ser alto, caso a doença não seja diagnosticada e devidamente tratada.2
As pessoas que desenvolvem degeneração macular seca devem monitorar sua visão central com regularidade. Se houver qualquer alteração da visão, o oftalmologista deve ser consultado imediatamente, pois a DMRI seca pode mudar para a forma mais agressiva de degeneração macular, chamada degeneração macular úmida.3
DMRI úmida
A DMRI úmida ou exsudativa representa cerca de 10% dos casos de degeneração macular relacionada à idade. Na DMRI úmida, vasos sanguíneos anormais começam a crescer sob a retina.1,3 Este crescimento de vasos sanguíneos é chamado de neovascularização, e esses novos vasos podem apresentar vazamento de líquido ou sangue, distorcendo a visão central. A DMRI úmida pode progredir rapidamente e causar perda substancial da visão central.3
A perda da visão ocasionada por esta forma de degeneração macular pode ser mais rápida e mais perceptível do que a causada pela DMRI seca. Além disso, se um crescimento anormal dos vasos sanguíneos ocorre em um olho, existe o risco de que ocorra no outro olho.
Causas da DMRI
Ainda não se sabe o que causa a DMRI, mas já se sabe que alguns fatores aumentam o risco para o desenvolvimento da doença. Entre eles estão:2
  • Idade;2
  • Predisposição genética;2
  • Exposição à luz solar;2
  • Hipertensão;2
  • Obesidade;2
  • Ingestão de grandes quantidades de gorduras e dietas pobres em frutas e verduras;2
  • Tabagismo (cigarro).2
Risco de desenvolver DMRI
Se você está sob maior risco de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade mantenha seus exames oculares em dia e, se diagnosticado, inicie o tratamento mais adequado o quanto antes!4
Quanto mais cedo a degeneração macular relacionada à idade for diagnosticada e tratada, maior será a chance de preservar a visão central. É por isso que é tão importante que você e seu oftalmologista monitorem cuidadosamente sua visão.1-3
Tratamento da DMRI
Atualmente, existem tratamentos capazes de barrar a progressão da DMRI e, em alguns casos, até recuperar parte da visão perdida.5,6 Determinados medicamentos anti-VEGF, por exemplo, foram desenvolvidos e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) especificamente para o tratamento da DMRI e para o uso intraocular, pois oferecem segurança e eficácia aos pacientes.6
Apenas os medicamentos anti-VEGF que integram o rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e apresentam indicações específicas para o tratamento da DMRI em sua bula, tem cobertura obrigatória dos planos ou seguros de saúde e estão disponíveis gratuitamente também pelos governos de alguns estados.7Converse com seu oftalmologista!

Referências
1.American Optometric Association. Age-related macular degeneration. Disponível em: http://www.aoa.org/patients-and-public/eye-and-vision-problems/glossary-of-eye-and-vision-conditions/macular-degeneration?sso=y Acesso em fevereiro de 2017. 
2.NIH- National Eye Institute. Facts about age-related macular degeneration. Disponível em: https://nei.nih.gov/health/maculardegen/armd_facts Acesso em fevereiro de 2017. 
3.American Academy of Ophthalmology. What is macular degeneration? Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/diseases/amd-macular-degeneration Acesso em fevereiro de 2017.

4.American Academy of Ophthalmology. Macular degeneration symptoms. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/diseases/amd-symptoms Acesso em fevereiro de 2017. 
5.Age-related macular degeneration PPP – Updated 2015. Disponível em: https://www.aao.org/preferred-practice-pattern/age-related-macular-degeneration-ppp-2015 Acesso em fevereiro de 2017. 
6.ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/medicamentosAcesso em março de 2017. 
7.ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Disponível em: http://www.ans.gov.br/ Acesso em março de 2017. FacebookTwitte

Your Brain May be Disguising a Blinding Eye Disease

Your Brain May be Disguising a Blinding Eye Disease 

The American Academy of Ophthalmology urges people to protect themselves from age-related macular degeneration 
SAN FRANCISCO, Calif. –  Even though Marlene Klein was having trouble recognizing familiar faces and began to mistake her fingers for carrots as she chopped vegetables, she had no idea she was slowly losing her vision to a leading cause of blindness, age-related macular degeneration (AMD). That’s because her brain was compensating for the developing blind spots in her vision. Marlene is not alone. According to a recent Harris Poll survey, most Americans are unaware that people do not always experience symptoms before losing vision to eye disease. During February, the American Academy of Ophthalmology is urging people to protect themselves from vision loss from AMD by getting a baseline eye exam by age 40.
More than 2 million Americans are living with the most advanced forms of AMD, a number that is expected to reach 4.4 million by 2050. It is the leading cause of blindness among white Americans over 40, and it’s a leading cause of irreversible vision loss throughout the world.
AMD happens when part of the retina called the macula is damaged. It’s the part of the eye that delivers sharp, central vision needed to see objects straight ahead. Over time, the loss of central vision can interfere with everyday activities, such as the ability to drive, read, and see faces clearly.
Because AMD often has no early warning signs, getting regular comprehensive eye exams from an ophthalmologist is critical. Academy guidelines state that adults with no signs or risk factors for eye disease get a baseline eye disease screening at age 40 — the time when early signs of disease and changes in vision may start to occur. From age 40 to 54, get your eyes examined every 2 to 4 years; from 55 to 64, every 1 to 3 years. By age 65, get an exam every one to two years, even in the absence of symptoms or eye problems. If you have risk factors for eye disease, you will need to be examined more frequently.
Ophthalmologists – physicians who specialize in medical and surgical eye care – have more tools than ever before to diagnose AMD earlier, and to treat it better. But these advances cannot help patients whose disease is undiagnosed, or patients who are unaware of the seriousness of their disease.
“People’s lack of understanding about AMD is a real danger to public health,” said Rahul N. Khurana, MD, clinical spokesperson for the American Academy of Ophthalmology. “As the number of people with AMD is expected to explode in the coming years, it’s more important than ever that we prioritize eye health and have our eyes examined regularly.”
More needs to be done to elevate eye health as a priority. According to that same Harris Poll, while 81 percent of respondents say they do everything they can to protect the health of their eyes, only 11 percent say eye appointments top their list of the most important doctor appointments to keep.
But Marlene is not one of them. She is vigilant about keeping appointments with her ophthalmologist.
“I keep going back to see my ophthalmologist every month because I want to be able to see my husband’s face and to see my three, beautiful daughters,” said Marlene.
Her commitment has paid off. Even though her initial diagnosis was dire, today she can recognize the faces of her family and friends and cook without nicking her fingers.  Learn more about Marlene’s story here.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Entendendo acuidade visual e visão 20/20

Acuidade visual, ou simplesmente a sigla AV, é a aptidão do olho para distinguir os detalhes espaciais. Em outras palavras, é a capacidade de identificar a forma e o contorno dos objetos. Várias doenças podem causar baixo nível de visão, como a Doença de Stargardt, que utilizaremos neste post como exemplo.
 Pessoas com, por exemplo, Miopias, que ao utilizar óculos ou lentes de contato veem nitidamente, NÃO TÊM BAIXA VISÃO. A baixa acuidade visual ocorre quando o nível de visão, mesmo com a melhor correção óptica permanece inferior ao considerado “normal”.
A acuidade visual pode ser medida mostrando-se objetos de tamanhos diferentes ao paciente e que se encontram a uma mesma distância do olho. A forma mais correta para medir a acuidade é no consultório oftalmológico, e utiliza-se, normalmente, a “Tabela de Snellen”. A tabela contém uma série progressiva de fileiras de letras. O teste, então, consiste em ler essas linhas de letras que vão diminuindo sucessivamente. A avaliação é realizada com a tabela posicionada a uma distância padrão da pessoa a ser testada. Cada linha da tabela corresponde a uma fração, que representa uma acuidade visual. E cada olho deve ser testado separadamente.
Imagem: Tabela de Snellen
A acuidade aparece, assim, marcada por dois números, em forma de fração, como por exemplo, 20/100. O primeiro número é a distância entre o quadro e o paciente e o segundo representa a fileira das menores letras que o paciente consegue ler. Cada fileira da Tabela de Snellen contém um número que corresponde à distância na qual um olho “normal” consegue ler as letras desta fileira. Por exemplo, as letras da fileira “100” podem ser lidas por um vidente total à distância de 100 metros. Isso significa que um paciente com acuidade de 20/100 consegue ler à distância de 20 metros o que uma pessoa com acuidade visual total é capaz de ler à distância de 100 metros, lembrando que a visão 20/20  é a considerada normal.
Para um melhor entendimento, parece interessante comparar diferentes níveis de visão com o considerado total. Para tanto, deve-se ter em mente que as pessoas são capazes de ver o mesmo objeto a distâncias distintas. Observe:
Comparando a Acuidade 20/100 com a Acuidade total
Em primeiro lugar, deve-se reduzir a fração, dividindo o numerador e o denominador por 20:
20/100÷20/20=1/5
Isso significa que o que um vidente total vê a 5 metros de distância, quem tem AV=20/100 vê a 1 metro de distância.
Comparando a Acuidade 20/200 com a Acuidade total
Reduzindo a fração:
20/200÷20/20=1/10
Isso significa que o que um vidente total vê a 10 metros de distância, quem tem AV=20/200 vê a 1 metro de distância.
Comparando a Acuidade 20/400 com a Acuidade total
Reduzindo a fração:
20/400÷20/20=1/20
Isso significa que o que um vidente total vê a 20 metros de distância, quem tem AV=20/400 vê a 1 metro de distância.
Comparando a Acuidade 20/800 com a Acuidade total
Reduzindo a fração:
20/800÷20/20=1/40
Isso significa que o que um vidente total vê a 40 metros de distância, quem tem AV=20/800 vê a 1 metro de distância.
Outra maneira para comparar é pensar que: o que um vidente total consegue enxergar a 20 metros de distância, uma pessoa com AV=20/100, vê a 4 metros, outra de AV=20/200 vê a 2 metros, a de acuidade AV=20/400vê a 1 metro e, finalmente, quem tem acuidade AV=20/800  enxerga a meio metro de distância.






I



Imagem: Tabela Formas de Escrita










A Tabela de Snellen é o método mais comum para testar a acuidade visual, no entanto, quando o paciente não é familiarizado com o alfabeto utilizam-se outras tabelas. Como a tabela de numerais ou a Tabela Optotipos, aconselhada para crianças pequenas. Nessa tabela a criança indica com as mãos a direção das barras da letra E.

Tabela de Numerais



Imagem: Tabela de Optotipos
Parece interessante observar também que quando a acuidade é muito baixa, e o paciente não consegue ler nenhuma das fileiras da Tabela de Snellen, recorre-se a outros métodos. Verifica-se, se o paciente identifica a quantidade de dedos, por exemplo, “CD a 1m” indica que a pessoa consegue ver a quantidade de dedos a 1 metro de distância. Se isso não for possível, observa-se a capacidade do paciente de ver os movimentos da mão (“MM” = movimentos da mão). Nos casos mais severos de perda visual, é avaliado se a pessoa identifica de onde vem a luz, “PL” ou projeção luminosa, e depois se o paciente percebe a luz, “PL” ou percepção luminosa.
Pacientes com Stargardt, contudo, podem perder também a visão periférica, que não é medida no teste de Snellen. Por esse motivo é importante realizar o exame de Campo Visual, ou Campimetria, é esse exame que consegue quantificar a área visível, medindo a perda do Campo Visual. No entanto, pacientes com Stargardt não devem descartar o teste da acuidade visual, ao contrário, é primordial imprimir-lhe suma importância, pois a perda de visão de detalhes é superior à perda de visão periférica. E é o teste de Snellen a melhor maneira para medira perda de visão central.
A acuidade visual, portanto, não é difícil, nem de ser entendida, nem de ser medida. O importante, para as pessoas com Stargardt ,é conhecer a própria acuidade, pois ela é, junto com os exames de fundo de olho, um recurso para acompanhar a progressão da doença.